Ela o queria na boca primeiro. E enquanto se abraçavam, só pensava em devorá-lo. Era comum aquela vontade, era corriqueiro o desejo de perder-se em seu caminho, deslizando sua língua por todo comprimento, mordiscando de leve, provocando, faceira, até detê-lo inteiro entre seus lábios. Então entre beijos, confessava o querer irremediável. E ele se contorcia só de pensar em seu fálico abocanhado. Ela beijava a nuca, passeava pelas orelhas e deixava escapar sussurros quase inaudíveis, pequenos gemidos enlouquecedores. E ele se entregava inteiro, de olhos fechados e de si, desperto. Ela descia pelo peito, sua língua entre os poros, arrepiáveis volúpias de amor intenso. Os bicos rígidos imploravam lambidas e ela, escrota, se fazia de sonsa e então descia mais, até o ápice da barriga, fingindo chegar ao destino, para depois revelar armadilha. Então subia e arrancava-lhe um beijo e ele, ofegante, não tinha palavras. E depois de um sorriso, ela ia resoluta encontrar o seu brinquedo e apertava aquela bunda com suas unhas de tigresa.
Ele puxava os seus cabelos e olhava a fera insana enquanto era devorado. E segurava o gozo afoito que corria pelas veias. Ela o sentia latejante e sugava ainda mais, dividida entre a espera do gozo e a vontade de senti-lo em outra boca. E como num adivinhar atrevido, ele a puxou de súbito e enfiou-lhe o pau com vontade, fazendo-a uivar de desejo. E então bailaram juntos, colados num abraço quase violento, como se os corpos, em alinhados quereres, pudessem fundir-se, ao encontro do gozo.
Calafrios
Enquanto todos conversavam, os dois se olhavam. Profundos, nítidos, se entendiam sem palavras. E aquela cumplicidade era a vertente mais extraordinária que continham. Na entrega do beijo se esfregavam ofegantes. O entra e sai descompassado pela casa não permitia mais que isso. Seus corpos, no entanto, pediam muito mais. Riam-se desmedidos encostados na janela. O roçar dos seios, a mão na nuca, o sopro no ouvido, a palavra sussurrada, o bailar das pernas, o contrair do púbis... Já emanavam sexo e era impossível continuar ali encostados naquela parede que já derretia. Como num jogo telepático, decidiram pela fuga. E então num súbito desvario, ela o conduziu até o banheiro.
Trancados, esqueceram dos ponteiros. E se amaram selvagens pela relva de azulejos. Da saia à calcinha, esvaídas fumaças. Os dedos entregues, as mãos orquestradas e na boca o fálico a pulsar de alegria. Ela sugava, lambia, mordia e lançava pra cima olhares lascivos, enlouquecendo aquele macho que de manso, nada tinha. E então no quase gozo ele a puxou pra cima, e foi então sua vez de esconder-se na mata. E sua língua latente arrancava os versos da vagina e flutuava solene sobre o botão que já desabrochava. Ela puxava os seus cabelos, ele sugava ainda mais. Puxando-o para cima, ordenou que a penetrasse e ele obedeceu, deslizando para dentro. A casa, pequena, ecoava em suas buscas, mas os dois estavam colados e desgrudar não mais cabia.
E num louco penetrar, a fazia gozar-se inteira; e os gemidos, proibidos, eram encobertos pelos beijos. Batidas na porta do banheiro, seus nomes jogados ao vento, e ela colocou-o sentado e penetrou-se resoluta, dando início à cavalgada. Ele estava por um fio e a fêmea enlouquecida rebolava em seu pau rijo, revesando estocadas, provocando calafrios até o gozo.
Cúmplices e ofegantes se olhavam. Um cigarro a esperava. Riram do mundo, abraçados e leves, enquanto seus nomes, misturados, uníssonos, ainda ecoavam lá fora.
Trancados, esqueceram dos ponteiros. E se amaram selvagens pela relva de azulejos. Da saia à calcinha, esvaídas fumaças. Os dedos entregues, as mãos orquestradas e na boca o fálico a pulsar de alegria. Ela sugava, lambia, mordia e lançava pra cima olhares lascivos, enlouquecendo aquele macho que de manso, nada tinha. E então no quase gozo ele a puxou pra cima, e foi então sua vez de esconder-se na mata. E sua língua latente arrancava os versos da vagina e flutuava solene sobre o botão que já desabrochava. Ela puxava os seus cabelos, ele sugava ainda mais. Puxando-o para cima, ordenou que a penetrasse e ele obedeceu, deslizando para dentro. A casa, pequena, ecoava em suas buscas, mas os dois estavam colados e desgrudar não mais cabia.
E num louco penetrar, a fazia gozar-se inteira; e os gemidos, proibidos, eram encobertos pelos beijos. Batidas na porta do banheiro, seus nomes jogados ao vento, e ela colocou-o sentado e penetrou-se resoluta, dando início à cavalgada. Ele estava por um fio e a fêmea enlouquecida rebolava em seu pau rijo, revesando estocadas, provocando calafrios até o gozo.
Cúmplices e ofegantes se olhavam. Um cigarro a esperava. Riram do mundo, abraçados e leves, enquanto seus nomes, misturados, uníssonos, ainda ecoavam lá fora.
Entre labaredas e faíscas...
Atrás do sofá, um colchão. A camisola faceira escondia verdades. O beijo, crescente, fazia arder os dois corpos, sedentos pelo nu inevitável. As mãos, ardentes, buscavam rugidos. As línguas lânguidas entrecortavam dentes, o céu da boca, os lábios, a palavra muda. Os corações palpitantes diante do perigo iminente. Um tesão cada vez mais crescente, o não, o sim, o mais um pouco...
De repente, as roupas não cabiam mais. E foram soltas pelo chão que quente, já tremia. Os seios nus, a vênus louca, o pau ereto e tudo encharcado de suor e gozo. Penetrou-a. Um quase grito a perpassar paredes, as pernas abertas, o entra e sai, um devaneio.
Ele morde a boca, ela chupa os dedos, ele beija a nuca, ela estremece inteira. Dois sedentos numa noite escura, o céu lá fora a perpetuar estrelas. O sofá-barreira já não escondia, pois o sexo rubro invadiu a sala. E os dois já surdos não se importavam, pois estavam inteiros a cruzar as almas. Multifacetários, se comiam ávidos. E o que era quente, se tornou faísca.
Duas labaredas a tecer seus versos. E nessa antropofagia desviaram a noite e à madrugada se entregaram inteiros. Eram dois ocultos entre os vultos vivos e entre gritos mudos já não enxergavam. À deriva do gozo, naufragaram livres e entre o grito e o beijo, dois gozados ébrios.
De repente, as roupas não cabiam mais. E foram soltas pelo chão que quente, já tremia. Os seios nus, a vênus louca, o pau ereto e tudo encharcado de suor e gozo. Penetrou-a. Um quase grito a perpassar paredes, as pernas abertas, o entra e sai, um devaneio.
Ele morde a boca, ela chupa os dedos, ele beija a nuca, ela estremece inteira. Dois sedentos numa noite escura, o céu lá fora a perpetuar estrelas. O sofá-barreira já não escondia, pois o sexo rubro invadiu a sala. E os dois já surdos não se importavam, pois estavam inteiros a cruzar as almas. Multifacetários, se comiam ávidos. E o que era quente, se tornou faísca.
Duas labaredas a tecer seus versos. E nessa antropofagia desviaram a noite e à madrugada se entregaram inteiros. Eram dois ocultos entre os vultos vivos e entre gritos mudos já não enxergavam. À deriva do gozo, naufragaram livres e entre o grito e o beijo, dois gozados ébrios.
Camila
Rebeca estava lá parada, encostada no muro, já sabendo que ela chegaria, porém não a esperava. E não esperava principalmente que fosse uma mulher tão sensualmente exuberante; e que a desejaria desde o primeiro momento.
- Vocês já se conhecem?
Alguém perguntou, no que Rebeca respondeu quase mecanicamente, como um macho que acaba de reconhecer a fêmea:
- Não, mas vamos nos conhecer agora.
Falou, olhando-a profundamente nos olhos.
Havia naquele instante muita sutileza. E apesar da maneira peculiar de macho, havia em seus gestos e olhares muita feminilidade.
Trocaram poucas palavras, sobre esses assuntos típicos de mulher: cabelo, homens, enfim, banalidades que se conversam em festas.
Rebeca observava seus lábios carnudos, o que não deixava de ser percebido pela moça, de cabelos esvoaçantes e corpo típico de mulata, que retribuía delicadamente seus olhares.
Logo foi notado, que a moça era assunto de muitas rodas e desejada tanto por homens, quanto por mulheres. Trajava um leve vestido longo branco, de costas nuas, que esculturava seu corpo e suas curvas, principalmente nos quadris e nos seios.
O desejo de Rebeca era crescente e se confundia com o efeito do cognac. Ansiava em sair dali e em se entregar desvairadamente aos seus ímpetos lascivos.
A certa altura da noite, conversavam animadamente, como amigas de longa data... Confidenciavam desejos, sorriam e se tocavam nas mãos e nos braços...e principalmente, olhavam-se deixando transparecer uma crescente atração uma pela outra. Até que, sem nada falar, suas bocas, entreabertas de palavras, tocaram-se. As duas bocas macias se completavam num beijo gostoso, durante um longo tempo.
Tudo era novo... e o anseio em descobrir-se dessa forma fizeram com que Rebeca descesse suas mãos em direção aos seios de Camila... sentiu-os firmes, com os mamilos já endurecidos...“Ah, eu os quero em minha boca”, pensou.
Sentia seu desejo umedecer sua calcinha, seu corpo tremia. Camila retribuía reciprocamente todas as vontades. Rebeca então levou as mãos até seus ombros, fazendo deixar cair a alça do vestido de Camila. Queria sentir a pele dos seios da moça na ponta de seus dedos. Arrepiavam-se de prazer.
Desceu os lábios pelo pescoço até que sua boca tocasse o bico dos seios. Passou a língua de leve, como um pincel, contornando-o. As mãos percorriam suavemente seu corpo até atingir o meio das pernas. Sentiu-a quente.
Seus desejos eram cada vez mais inebriantes e ousados...
Rebeca quis ajoelhar-se e lamber-lhe toda... Camila hesitou, ali não era lugar.
Esquivaram-se uma da outra.
Os corpos pulsando de desejo e da vontade em se entregar.
Permaneceram ali encostadas no muro, uma do lado da outra, com as mãos dadas, sorrindo e sentindo o coração bater forte diante de suas loucuras...
- Amor, vamos?
Era o namorado de Camila. Nada percebeu.
Despediram-se com um longo abraço, e um olhar cúmplice, do saber do que ainda aconteceria.
- Vocês já se conhecem?
Alguém perguntou, no que Rebeca respondeu quase mecanicamente, como um macho que acaba de reconhecer a fêmea:
- Não, mas vamos nos conhecer agora.
Falou, olhando-a profundamente nos olhos.
Havia naquele instante muita sutileza. E apesar da maneira peculiar de macho, havia em seus gestos e olhares muita feminilidade.
Trocaram poucas palavras, sobre esses assuntos típicos de mulher: cabelo, homens, enfim, banalidades que se conversam em festas.
Rebeca observava seus lábios carnudos, o que não deixava de ser percebido pela moça, de cabelos esvoaçantes e corpo típico de mulata, que retribuía delicadamente seus olhares.
Logo foi notado, que a moça era assunto de muitas rodas e desejada tanto por homens, quanto por mulheres. Trajava um leve vestido longo branco, de costas nuas, que esculturava seu corpo e suas curvas, principalmente nos quadris e nos seios.
O desejo de Rebeca era crescente e se confundia com o efeito do cognac. Ansiava em sair dali e em se entregar desvairadamente aos seus ímpetos lascivos.
A certa altura da noite, conversavam animadamente, como amigas de longa data... Confidenciavam desejos, sorriam e se tocavam nas mãos e nos braços...e principalmente, olhavam-se deixando transparecer uma crescente atração uma pela outra. Até que, sem nada falar, suas bocas, entreabertas de palavras, tocaram-se. As duas bocas macias se completavam num beijo gostoso, durante um longo tempo.
Tudo era novo... e o anseio em descobrir-se dessa forma fizeram com que Rebeca descesse suas mãos em direção aos seios de Camila... sentiu-os firmes, com os mamilos já endurecidos...“Ah, eu os quero em minha boca”, pensou.
Sentia seu desejo umedecer sua calcinha, seu corpo tremia. Camila retribuía reciprocamente todas as vontades. Rebeca então levou as mãos até seus ombros, fazendo deixar cair a alça do vestido de Camila. Queria sentir a pele dos seios da moça na ponta de seus dedos. Arrepiavam-se de prazer.
Desceu os lábios pelo pescoço até que sua boca tocasse o bico dos seios. Passou a língua de leve, como um pincel, contornando-o. As mãos percorriam suavemente seu corpo até atingir o meio das pernas. Sentiu-a quente.
Seus desejos eram cada vez mais inebriantes e ousados...
Rebeca quis ajoelhar-se e lamber-lhe toda... Camila hesitou, ali não era lugar.
Esquivaram-se uma da outra.
Os corpos pulsando de desejo e da vontade em se entregar.
Permaneceram ali encostadas no muro, uma do lado da outra, com as mãos dadas, sorrindo e sentindo o coração bater forte diante de suas loucuras...
- Amor, vamos?
Era o namorado de Camila. Nada percebeu.
Despediram-se com um longo abraço, e um olhar cúmplice, do saber do que ainda aconteceria.
Rapidinha
O ponto não estava vazio, a lua cheia e o ônibus não passava. Nina olhava pra ele enquanto lhe falava sobre o seu dia, os seus planos, gostos e afins. A camiseta regata desenhava os músculos rígidos; os braços bonitos, torneados e bronzeados desviavam sua atenção da conversa, incitando sentidos. A bermuda escondia nádegas rígidas, carnudas e um músculo solto, relapso, pronto para ser abocanhado. Nina entendia algumas palavras, ria, mas a cada pausa, estendia os lábios para os outros lábios, sedentos dos seus. Entre um beijo e outro pouco ou nada fazia mais sentido, mas o ponto estava cheio, a lua um tanto escondida e o ônibus não passava. Enquanto se beijavam, os pelos dançavam sobre os corpos que já não se sabiam mais ali. As mãos de Nina percorriam a nuca, as costas, a cintura e desciam descompassadas em frente ao ponto que não estava vazio, sob a lua cheia. Deslizava devagar a unha sobre a bermuda saltitante, enquanto gemiam baixinho, tentando respirar, tentando parar, tentando esquecer todos que também esperavam o ônibus, que não passava. Os carros passavam rápido, não podiam captar tanto assim. E eram dois carneiros sedentos. Nina pulsava. Seu corpo todo pulsava e bastaria penetrá-la para fazê-la gozar-se inteira. Os dedos dele também percorriam caminhos irreversíveis, enquanto de olhos fechados, imaginavam-se deitados na calçada, rasgados, trepando feito loucos sob a luz da lua sob os olhos do ponto cheio. E num esfregar-se sutil bailaram no ponto até o inevitável gozo.
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