11/11/2009

Um Sopro na Nuca - ATO I

Nunca pegava o ônibus no mesmo horário. Era um tanto avesso às rotinas. Ariano, fogo ardente, gostava de meninos, de meninas e dos Rollings Stones. Gostava de observar pessoas. De olhar seus detalhes, os cabelos, as orelhas, as pintas, os volumes todos. De um tempo pra cá, passou a observar mais atentamente as nucas. E os pescoços masculinos... Quanto mais longos, mais lhe chamavam a atenção.

Saiu mais cedo neste dia. Pegou o ônibus das 8h e sentou no banco cativo, no meio. Perdeu os olhos no mar e seguiu viagem. Até que um perfume lhe chamou atenção. E no banco da frente estava a nuca mais bonita que já vira. Comprido, o pescoço guardava uma correntinha de prata, com um santinho jogado pra trás. A regata desenhava os ombros morenos e numa das orelhas havia um pequeno brinquinho, também prateado. Os cabelos negros um pouco ondulados, deixavam restos sobre a nuca.

Olhava extasiado. Queria ver também o rosto, se combinava com o resto. Mas precisava antes de tudo, guardar aquela nuca. Sua respiração não era mais a mesma. Num lampejo, a idéia. Tirou do bolso o celular e fingiu ver qualquer coisa, sem saber direito o que fazer. Não havia ninguém ao seu lado, mas o ônibus estava cheio. Salivava. Sua boca espreitava aquela nuca, queria pendurar-se nela, morde-la inteira, arrancar suspiros.

Desajeitado, enquadrou a nuca na tela e click! O som do celular fez com que o dono da nuca virasse o rosto, revelando perfil. Olhos grandes, sobrancelha vasta e uma boca carnuda... Não se olharam. Um frio na espinha. Olhou o celular: estava lá o vestígio que queria. Poderia se perder naquela nuca quando quisesse e seria capaz de reconhecê-la dentre milhares que visse.

Levantou os olhos. O banco vazio. Pela janela a sua nuca sumia depressa.

...

Quase um mês de expectativa e muitas outras nucas capturadas depois, eis que surge um novo encontro. Quase o mesmo horário, mesmo ônibus. Desta vez, camisa pólo e três bancos à frente.

Não pensou muito. Levantou e foi sentar ao seu lado. Sentou afoito e no esbarrar das pernas trocaram um sorriso.

- Desculpe.
- Nada. Tranqüilo.

Duas palavras. Era muito mais bonito do que revelara o perfil. O brinco prateado estava lá. O cordão não. Alguns cachos lhe escorriam pela testa e a boca, tão carnuda, fez seu pau enrijecer.

- Ta calor né?
- É...
...
- Te vejo descer sempre no Rio Vermelho. Cê trabalha por lá?
Estranhou a pergunta. Os olhos diziam muito.

- Sim - disse sorrindo. Sempre me vê é?

Os olhos riram. Um sim com a cabeça.

- Eu... gosto de sua nuca... dos seus cabelos pretos... fiz até uma foto pra não esquecer.
- Uma foto?
- É... quer ver?

Selecionou no celular a foto. Sabia que o veria novamente.

- Olha...
- Nossa! Você é um louco é? Fica fotografando nuca no ônibus?
- Não – mentiu – só a sua. E olhou bem dentro dos olhos.
...
- Quer descer comigo? Conhecer meu trabalho?
- Sério?
- Sério.

Mordeu a boca. O coração palpitava emotivo.

- O que você faz?
- Sou stripper.
- Ah, não brinca..
- Sério.
...
- Vai dançar só pra mim então? Arriscou.
- Por que não?

Desceram no ponto. Andaram um pouquinho. Entraram na casa escura e ainda vazia.

Não sabia o que fazer... Pediu que esperasse sentado numa cadeira, num salão escuro. Mistura de medo e tesão. Onde ele estava? Alisou de leve o próprio pau. Estava tão duro que sozinho abriria o zíper. Vontade de gozar da porra. Adorava mistérios.

Uma música. Um beijo na nuca. Era ele. E estava semi-nu, com uma cueca minúscula de onça, enfiada na bunda.

28/10/2009

uma vez, na praia...

Certo momento de sua vida, Rebeca teve uma grande desilusão amorosa... passou a odiar os homens, a ter verdadeiro asco. Por causa disso deixou seu corpo intacto por muito tempo. Ninguém lhe causava nenhum furor... ela não se permitia.
Rebeca sempre teve grande apetite sexual... e essa abstinência lhe causa muitos sonhos eróticos durante a noite... embora quisesse abstrair seus desejos, seu corpo pulsava em sensações. Muitas noites acordava com seu clitóris latejando de tesão. Assim, confusa com seu corpo, saiu de casa e foi caminhar na praia a noite...
Sentia a brisa acariciar sua pele... era noite quente, tanto quanto a temperatura que ecoava de seus poros. Queria um banho de mar, em que pudesse se esconder e acalmar seu corpo.
A praia não estava deserta... sentados à beira do mar, quatro rapazes tocavam violão... pararam para apreciar a silhueta de Rebeca, que se despia alheia aos olhares.
Seu corpo em contato com a água soltava faíscas... desejava sexo, desejava ser possuída ali mesmo, com quem quer que fosse... começou a se tocar... nos seios, no sexo... sentia seu prazer cada vez mais crescente... Viu os rapazes catatônicos com a cena...
“Aquilo era real?”
Não se importou... hoje ela era uma puta. Uma puta qualquer. E se daria para qualquer um que saciasse seu desejo... que fizesse seu corpo estremecer... Caminhou até os rapazes... nada precisou dizer...
Puxou um que estava sentado, pelos cabelos, até sua buceta.
- Me chupa.
Um já estava a seu lado em pé... lambendo o pescoço, por baixo dos cabelos negros. Um tirava a roupa afoito, com os olhos fixos nela... O outro esfregava-se em sua bunda. E logo teve oito mãos deslizando seu corpo... quatro bocas, quatro línguas arrepiando-lhe com lambidas... quatro paus esfregando em sua pele... Os rapazes se revezavam em penetrações... Rebeca cavalgava um enquanto enfiava o pau de outro na boca, e com as mãos masturbavam os outros dois. Seu corpo estremecia em arrepios.
E comeram-lhe a buceta, o cú, chupavam seus seios... e Rebeca ali, na areia, teve todo gozo e prazer de que necessitava.

16/10/2009

Lembranças da Pracinha

Havia pouco a se fazer depois de um dia tão exaustivo de trabalho. Então visitar a pracinha e comer um churrasquinho com cerveja era uma dádiva. No caminho, no carro, ela se inclinou para alcançar a bolsa no banco de trás, pra pegar o celular que tocava insistente. Já tínhamos um pouquinho de intimidade, apesar de nos conhecermos a apenas três semanas. Foi inevitável não desconcentrar da direção quando o vestido subiu mostrando as coxas grossas e bem torneadas. O carro deu um tranco e ela voltou ao lugar, desajeitada e risonha, pedindo mais cuidado.

- Desculpe, me distraí... Falei olhando sem querer novamente pra suas pernas.
- Sei...

Chegando à pracinha ela sentou num banquinho e eu fui buscar as cervejas. Ao voltar sentei ao seu lado, encostando propositalmente minhas pernas nas dela. No vai e vem da conversa sempre encontrava uma maneira de tocá-la, até que tomei coragem e coloquei a mão em sua perna. Ela deixou. Continuamos a conversar sobre assuntos diversos e eu lá, com a mão deitada naquela coxa carnuda. Respirei fundo e joguei:

- Você tem duas coisas que admiro muito em uma mulher.

Ela riu meio sem jeito e perguntou:

- Quais são?
- O olhar profundo – disse olhando demoradamente os seus olhos -, e a pele macia – e alisei de leve sua coxa.

Senti nela um leve arrepio. Um sorriso desconcertado entregou tudo. Mas como era ousada, deu o troco:

- Você também tem duas coisas que gosto muito em um homem... Jeito com as palavras... E essa boca carnuda....

Falou segurando meu rosto e passando o dedão em meus lábios. Foi num impulso que abri a boca. Foi também num impulso que passei a língua em seu dedo. Ela permaneceu me olhando e passou a língua nos lábios. Foi o sinal.

Bastou chegar mais perto e receber o beijo. Demoramos uma eternidade naquele roçar de línguas e percebi o quanto ela parecia desejar aquele momento também. Eu queria arrancar sua blusa ali mesmo e me enfiar inteiro naquele corpo roliço e ela também parecia ávida, pois durante o beijo apertou forte a minha coxa depois de sentir meu pau duro, quase soltando da calça.

Quando as bocas se soltaram, nos olhamos ofegantes... e quando eu pensei em dizer alguma coisa, explicar alguma coisa, qualquer coisa, ela disse:

- Vamos...

E se levantou, ajeitando o vestido, segurando minha mão. Andamos apressados até o carro e antes de entrar a encostei na porta e apertei meu corpo contra a seu, enquanto a beijava novamente. Da pracinha até minha casa, dez minutos. E bastou entrarmos no carro para ela me provocar ainda mais, abrindo o zíper da minha calça, tirando pra fora meu pau e se inclinando para chupá-lo. Foi difícil me segurar pra não gozar... mas consegui! E me vinguei também!

Quando chegamos na porta de casa, aproveitei o deserto da rua por conta do horário e disse a ela pra esperar um pouco. Saí do carro e fui em direção a sua porta. Ela pensou que ia fazer as vezes de um cavalheiro e abrir a porta para ela descer. Assim deixei que pensasse até ela tirar a primeira perna... me agachei e a segurei sentada, arrancando sua calcinha.

- Agora é a minha vez.

Levantei o vestido e mergulhei em sua xoxota, arrancando uivos e gemidos da tigreza.

Não demorou pra que ela gozasse em minha boca. Sentia o seu pinguelinho latejando e não queria mais tirar a boca daquela xoxota quente... Mas ela num ímpeto louco me puxou pelos cabelos e me fez penetra-la ali mesmo. Obediente, fui enfiando devagarzinho o meu pau e ela, que já estava no ponto, gozou mais uma vez , me pedindo em seguida pra enfiar bem forte. Eu não agüentava mais segurar o gozo. E nem bem comecei a enfiar gostoso senti meu tesão explodir dentro dela, enquanto ela me apertava contra si, gemendo em meu ouvido.

Ficamos ali deitamos, esquecidos do tempo... Gozados e ébrios.

21/09/2009

As Comadres

Ela me ligou no fim da tarde dizendo que precisávamos nos encontrar, porque tinha um babado forte pra me contar. Pelo tom da voz e a euforia que emanava dela, percebi que o assunto tinha cabelos cacheados e devaneios filosóficos no currículo.

Nos encontramos depois do trabalho num barzinho que freqüentávamos e depois de falarmos sobre mil outras coisas, ela começou a me contar em detalhes o dia anterior, quando finalmente devorou o professor que desejava desde o início do semestre, com quem mantinha até então, um flerte discreto, recheado de entrelinhas.

Tudo começou numa mesa de bar, os dois sozinhos divagando sobre todos os assuntos possíveis, até que ele colocou seus dedos na boca, chupando-os, enquanto ela suspendia a fala para o encarar:

- Você está me testando?
- Não... ele disse. A palavra é outra... Estou te provocando.

Foi a deixa. A partir dali o papo era apenas sobre sexo, as trepadas mais gostosas, as fantasias realizadas, quem chupava mais gostoso... E enquanto o papo ia rolando, ele colocava a mão em sua coxa, bem perto da xoxota; sussurrava em seu ouvido uma putaria qualquer pra depois dar uma mordida no pescoço fazendo-a arrepiar-se inteira; e ela passava a mão em seu pau duro e mordia a boca e ele arriscava as mãos por dentro da blusa e os dois se beijavam... Uma loucura às três da tarde de uma terça-feira.

E enquanto ela contava eu me derretia inteira, olhando sua boca me invadindo com palavras, com um tesão filho da puta fazendo minha xoxota latejar. E quanto mais ela me via cheia de tesão, quase gozando ali sentada, mais ela contava, mais ela dizia dos dedos por dentro da calcinha, da vontade de sentar no colo dele no bar aberto mesmo, de arrancar seu zíper, de enfiar aquela pica toda ali mesmo e cavalgar indiferente de quem olhava.

Depois de contar toda a peripécia perguntou o que achei.

- Deve ter uma poça na minha cadeira... Brinquei.
- Sério? Ficou muito excitada foi?
- Como não, caralho, com uma história dessas?

Safada, ela chegou bem perto e disse:

- Ah... deixe eu ver...

E deslizou a mão por baixo da minha saia até chegar na virilha e com a ponta do dedão passou o dedo por dentro da calcinha sentindo minha buceta toda meladinha.

- Nossa!
- Pois é... Ta vendo o que você fez? Agora eu vou pra casa desse jeito...

E ela deu uma gargalhada escrota enquanto brindávamos ao sexo e virávamos os copos de cerveja.

Pagamos a conta e andamos um pouco até o táxi, depois de decidirmos que deixaria ela em casa primeiro pra depois tomar meu rumo. Quando o táxi parou em sua porta, nos abraçamos e nos despedimos com o velho selinho, um pouquinho mais demorado. Mas quando ela desceu do carro, não resisti. Paguei e corrida e desci também. Ela me olhava com uma cara de safada e começamos a nos agarrar na rua mesmo, encostadas na porta da casa, ofegantes e encharcadas. A rua estava deserta e nós duas ensandecidas. Se entrássemos acordaríamos seu marido, que pela hora já devia estar roncando.

Desabotoei sua blusa e percorri com a língua o pescoço e os seios, enquanto enfiava as mãos por dentro de sua calça até encontrar a grutinha molhada, deslizando meus dedos pra dentro da vagina e brincando com clitóris, a fazendo estremecer. Enquanto isso ela arrancava minha calcinha e quando menos esperei me empurrou na parede e se agachou, sumindo embaixo da minha saia, atacando minha xoxota com a língua, me fazendo gozar duas vezes seguidas. Ela sabia o jeito certo que eu gostava de ser chupada. Não era a primeira vez que nos comíamos.

Depois foi a minha vez de sentir o seu gozo escorrer na minha boca, enquanto ela esfregava a xoxota em minha cara, me lambuzando inteira, pra depois me puxar pra cima e lamber minha boca, me beijando gostoso enquanto abaixava a calça até os joelhos e levantava a minha saia, só pra sentir o seu pinguelo no meu, só pra sentir as duas bucetas juntas, roçando gostoso, enquanto nos apertávamos e uivávamos como duas cadelas no cio.

Cansadas, felizes e já compostas novamente, sentamos na calçada para recuperar o fôlego, enquanto eu chamava um táxi que me levasse até em casa. Fumamos o último cigarro e depois nos despedimos, combinando o próximo encontro, como duas boas comadres confidentes.

14/09/2009

das descobertas.

Ana já percebia que o que sentia por Julia era muito mais que amizade. Sentia-se muito confusa com o que acontecia. Era estranho. Tinha medo. A presença de Julia tornava-se a cada dia fundamental para ela. Sentia uma vontade imensa de estar perto, e um carinho enorme, porém não havia desejo, não havia tesão.

Imagina... não sentia tesão por mulher. Não. De jeito nenhum. Mas dentro de si, um gostar crescente e incontrolável.

Dia desses, resolveu promover um encontrozinho amistoso em sua casa, e Julia apareceu para uma despretensiosa tarde de filmes, pipoca e brigadeiro de panela. Foi uma gostosa tarde de domingo.

Chegando o momento da despedida, como de costume, abraçaram-se carinhosamente. Um abraço gostoso, apertado, com mãos deslizando pelas costas.

Ana respirou forte o perfume no pescoço de Julia... perfume tão suave... Sentiu vontade de permanecer ali, dentro daquele abraço, sentindo aquele cheiro gostoso e acariciando a pele macia. Seu coração batia mais forte.

Sim! A desejava certamente. A desejava tal qual macho e fêmea.

Não resistiu e tocou-lhe o pescoço com os lábios. Sentiu o corpo de Julia arrepiar. Esta a abraçou mais forte, apertando Ana contra seu corpo.

Permaneceram naquele abraço um longo tempo, com as mãos e as bocas a acariciar seus corpos. As bocas procuravam-se sem pressa, deslizando pelos olhos, pelos narizes, pelo queixo, pelo canto da boca... culminando no delicioso encontro de macios lábios.

As mãos ávidas buscavam os seios por debaixo da blusa... e despiam-lhe os corpos.

A boca de Ana navegava delicadamente pelo corpo de Julia. A língua percorria os mamilos, corria pela barriga, brincava com o umbigo. Os dedos exploravam-lhe o sexo úmido. Desceu seu rosto até o púbis com os cabelos acariciando a pele... Sentia o cheiro de seu desejo... beijou seu sexo suavemente e fez sua língua despetalar suas entranhas numa explosão de prazer.

Seus movimentos seguiam-se como um espelho...eram duas, e eram apenas uma, fundidas pelo mesmo desejo.

04/09/2009

Aqueles três

Foi assim. Lorena e os irmãos Reinaldo e Raul entraram no táxi juntos meio alegres e bêbados. Chovia muito, torrencialmente na cidade. Lorena desceria antes, eles dois depois. Mesmo bairro. Raul abriu a porta do táxi. Lorena entrou. Ele em seguida. Olhares. Sorriso. Raul era realmente uma graça. Alto, esguio, mas com o corpoo bem definido, braços acintosamente grandes, assim como as mãos, másculas, com veias salientes. Mão de homem. Homem gostoso, melhor assim dizer. Ao contrário do que Lorena imaginava, Reinaldo sentou também no banco de trás. Era parecido, mas diferente. Um pouco mais baixo, tinha a pele mais morena, a boca mais carnuda, uns olhos muito negros, muito redondos e alguma coisa de sacana, não sei se a barba, se o cabelo cacheado, ou os olhos mesmo. Pretos. A tal boca muito carnuda, muito desenhada, esboçava um certo sorriso cínico, passando a língua para umedecer os lábios muito vermelhos, muito rosados. Ela olhava muda a boca dele, enquanto espamava. Queria muito aquela boca entre suas pernas.
Assim, o táxi deu partida. Ela no meio. Eles dois lado a lado dela. Um com a mão em volta de seu ombro. Outro com os pés roçando em sua perna. "Ai de mim..." pensou ela. No trajeto, a conversa passeava por toda sorte de assuntos bons de distrair. O jogo da Argentina. O goleiro. José Sarney e a canalhice do Senado. O show da banda nãoseiquemzinha. Como estava boa a maniçoba de Dona Lili. "Vamos parar no Acarajé de Guilherminda e tomar uma cerveja. A chuva passou, vumbora" propôs Raul. "Hum, não sei, já fica tarde pra eu voltar sozinha" respondeu tímida e preocupada Lorena. "Oxente, Lori, que bobagem. A gente te leva em casa. Não custa nada. Nunca te deixaríamos sozinha numa noite dessas" respondeu Reinaldo, tocando-lhe o joelho. "Está bem".
Se já estavam alegres, a cerveja, a pimenta e o acarajé tanto mais agregaram calor. Sentados na mesinha de plástico, continuavam a tergiversar sobre toda sorte de assunto vago. O Bolsa-família. Bolsa-escola. Bolsa-Cultura. O pré-sal. A nova invasão dos sem-teto. Foi quando chegou nesse assunto que Reinaldo passou a mão por debaixo da mesa e tocou novamente o joelho dela. Tirou o pé da sandálida de couro e passeou pela perna lisinha da moça, que virou de vez a cerveja. Enquanto isso Raul fitava-lhe os olhos e aos poucos tomou-lhe as mãos, beijo-as lindamente, com aqueles olhos miúdos de cerveja, de desejo, de beleza mesmo. "Você é verdadeiramente linda". Ela derreteu-se. Queria beijá-lo. Mas não podia. O irmão já estava com a mão por debaixo da seda do vestido dela, apertando forte suas coxas. Ave maria homem rápido e gostoso aquele. Queria morder aquela boca.
Raul foi ao balcão, comprar uma carteira de Malboro. Ficou Reinaldo, aos poucos dedilhando a vagina dela completamente úmida. Ela puxou seu rosto com força, ali na mesa, beijou e mordeu a sua boca acintosa. Acintosa a boca daquele rapaz. Puxou seu cabelo. "Vamos embora daqui". Ela falou. "Calma, tem meu irmão". É verdade. Tinha aquele homem lindo, voltando com um cigarro entre os dedos...nossa, mãe, que era aquele homem. Reinaldo foi ao banheiro. Ficou Raul. Tão diferente. Olhava para ela e dizia "lindo seu vestido. Diria que é uma espécie de gueixa". Ela orvalhava-se abundantemente. Ora veja bem, não havia como não gostar dessa coisa de homem. De fazer chover com as palavras macias. Ela amava a corte. Tanto quanto amava a mão daquele outro por debaixo da mesa.
"Vamos embora? Já é tarde para irmos andando" intimou a moça, um tanto nervosa. Trêmula, diria. Muito trêmula. Muito excitada. Muito bêbada. Tremendamente bêbada. E absolutamente absorta com o que seria. Caminharam alegremente, ébrios pelas ruas escuras do bairro. Já era alta noite. Em frente a casa dela, a dúvida do que seria. Ela morava só. E tinha uma certa necessidade de zelar pela reputação naquela avenida de casinhas. Se a vissem entrando, bêbada e risonha, com dois homens bem apessoados como aquele, que diriam dela? "Que fodeu com os dois a noite toda, aquela puta". Esse pensamento lhe agradou. Como a chuva que caiu forte. "Entrem, entrem. Espera a chuva passar.
Cruzaram um portão. Cruzaram o outro portão. Abriu a porta. Entra Reinaldo. Entra Raul. Entra Lorena. Fecha a porta. Silêncio. Mão para acender a luz. Mão contra mão no interruptor. "Acende não", disse Raul, correndo a mão pelos braços dela, tocando-lhe os seios, beijando-lhe a boca. Ela cruxou as mãos sobre a nuca dele, enquanto deixava seu quadril encaixar em Reinaldo, que lhe beijava e mordia a nuca. Velozmente, ele despia-lhe o vestido e metia-se por entre as suas pernas, lambendo-lhe muito, muito, muito. Lingua tintilando o clítoris, lambendo dentro, fora, cheirando-lhe a vagina muito perfumada, mordendo as nádegas duras e muito redondas. Raul lhe beijava muito e ela logo gozava, tendo a perna por sobre o ombro de Reinaldo. Quis agradecer-lhe. Dobrou-se para chupar o falo lindo que brotava da calça jeans. Grosso, escuro, delicioso. Pôs na boca muito afoita. Que delícia de pênis, que crescia quase lhe tirando a respiração. Fazia tudo com a bunda muito empinada para Raul, que como o irmão lambia sua vagina, com um outro jeito, passando o rosto pela buceta, enfiando língua, nariz a cara toda. Ele gostava de sentir ela toda. Vendo que ela gostava, lambeu-lhe o ânus, muito muito muito. Devagarinho, para que ela se umedecesse ainda mais. Gemia baixinho e tinha as pernas bambas.
Eles a deitaram na cama. E um veio em cada seio. Os dois tinham a mão em sua vagina. Os dois morderam o seio devagarinho, mas com desejo. Os dedos se encontravam, tintilavam. Não havia como não gozar outra vez. Penetrou-lhe Reinaldo. Ele merecia ser o primeiro, abrindo tudo com seu pau vistoso. Enquanto isso ela segurava nos braços bonitos de Raul e chupava-lhe o pau macio, não menos bonito que o do irmão. Que espetáculo aqueles dois. "Que enfiada gostosa, mano", disse Raul dando um tapa na bunda carnuda do irmão. Deixa eu meter um pouco. Para agradar os dois, ela revesava-se de quatro. Chupando um, permitindo que o outro lhe enfiasse. Até que Reinaldo pôs a lamber-lhe o ânus com tanto esmero, com tanto afinco, com tanta volúpia, puxando lhe o bico do seio enquanto fazia. Ela viu que chegou a hora. Pôs-se de pé e olhou os olhos de jabuticaba dele naquela boa escuridão. "Venha. Venha. Eu quero". Ele pôs se a comer seu ânus com muito jeito, mordendo a nuca dela, qual gatos, fazendo a respiração dela ficar mais densa, mais profunda. O outro assistia masturbando aquele pau sem dúvidas, muito apetitoso. Aos poucos foi se aproximando e devagar penetrando-lhe a vagina. Pensou que ia morrer. Pensou que não ia aguentar. Aguentou, puxando os cabelos de um. Arranhando o peito de outro. Gritou. Gritou de felicidade.
Fodeu com os dois. A noite inteira, até o sol raiar. Aquela moça que bem sabe aproveitar as boas oportundiades da vida.

29/07/2009

Saudade casual

Fábio subiu as escadas já meio teso. Viajou um mês e se martubava todas as noites pensando na vagina carnuda e muito apertada de Ana. Todas as noites mandava no meio da madrugada uma mensagem "quero minha língua na sua boceta". Seu pau cada vez mais duro, matava-o de vergonha. Queria se simpático, conversar, contar da viagem. Tomar um suco com biscoito antes. Tesão infame da porra. Tocou a campanhia. Doze, onze, dez, nove segundos. Ela abriu.

Roupão preto de seda até a altura do joelho muito bem desenhado e a mostra. Sandálias de ouro velho, salto alto muito fino. A correia subia pela perna, de batatas grossas, roliças. As tranças caiam por cima dos ombros pequenos. A abertura do roupão mostrava um pouco do sutiã vermelho rendado. "Ela também quer fuder. Cacete." pensou ele. Beijo no rosto. Ainda tinha uma certa vergonha de chegar beijando ela. Não estavam namorando. Ponto. Tirou a mochila das costas, deitou-a no sofá. "Quer água,nego?","Quero sim, preta".

Foi lá dentro, na geladeira pegar...Podia ver o desenho da sua bunda arrebitada, vistosa, indo para a cozinha. Seria a calcinha vermelha? Mais ainda o pau lhe doía. Ela voltou com o copo d'água. Sorriu. Sem dúvidas. Ela era muito mais gostosa do que as mineiras que na viagem encontrou. Enfim, não tinha jeito. No fundo, seu pau doía pelas baianas. Era seu sangue.

"A viagem foi ótima!" falou num falso entusiasmo. "Depois" calou-lhe a moça, com os dedos, seguidos de um beijo muito macio, meio molhado, cheio de desejo. Encostou seu corpo no dele. Com as mãos tocou sua nuca e orelhas. Beijo longo, ofegante. Cheio de desejo. Ela largou de seus lábios, abaixando-se para abrir a braguilha da calça dele. Massageou com a mão pequena aquele falo grosso e rijo. Faminta colocou-lhe na boca. Ela não tinha muita paciência para firulas. Gostava de chupar e apertar a bunda do seu homem, o quanto antes, sem demora. Ergueu um pouco o pau para que pudesse lhe lamber os testículos. Ele gemia baixinho. Cuidadoso, tinha deixado os pelos imperceptíveis. Ele sabia que ela gostava de lamber-lhe como uma gata. Pôs as bolas entre a boca carnuda, a língua brincando, chupando qual uva. De volta o falo muito gostoso até cansar, até que cada vez mais rápida, mais direta, ela o fazia para que o gozo dele viesse. E veio e ele ejaculou no decote de seu roupão, por cima de seus peitos apertados no sutiã vermelho. Ela inteira se molhava.

Não podia não achar aquela mulher uma fantasia. Ela era a sua fantasia mais recôndita. Ela gostava do mesmo que ele. Encontraria na vida outra?
Não era hora para muito pensamento. Ela despiu o roupão e podia ver agora aquele corpo esculpido por algum bom pintor de mulatas. Queria ela estampada na sua sala de jantar. "Posso fazer uma coisa?". "Tudo menos conversar muito. Tô com saudades de você". "Posso fazer uma coisa. Deixe...". Tirou o celular da mochila, meio patético, calças arriadas, camisa de botão meio aberta, bunda cabeluda de fora. Deitou-a de bruços na mesa e de longe, fotografou suas ancas naquela calcinha vermelha graciosa, que desenhava tão bem seu quadril e destacava muito suas nádegas, enfiando-se por dentro delas. Ela empinava linda mente a bunda, que cabia exuberante na foto. Virou-se de frente, baixou o sutiã, deixando os peitos virem a tona. Outra imagem para distraí-lo no ponto de ônibus. Num canto posicionado, deixou lá, o aparelho ligado. Queria ser estrela do seu próprio filme. Comendo a gueixa boa que arranjara. Ela não se importava. No fundo, queria ser um pouco olhada, desejada, gozada. "Deixa esse diacho, venha logo, menino".

Ele queria agradecer tamanha gentileza. Suas filas de banco nunca mais seriam as mesmas tendo aqueles peitos duros na tela do seu humilde celular. Deitou-a novamente de bruços na mesa, abriu-lhe um pouco as pernas e começou a lamber-lhe a bunda, coisa que mais gostava naquele corpo pequeno. Mordia a bundinha, enquanto aos poucos ia levando a língua para o lindo ânus,muito liso que ela tinha. Lambia-lhe devagarinho, sutil. Cada lambida era um arrepio, um orvalhar a mais na sua vagina. E era bom o cheiro dela. Bunda, boceta, cabelos. Pau duríssimo. Lambia por dentro da sua vagina molhadinha, mordia um pouquinho os grandes lábios. Voltava a língua para o cuzinho. Esfregava o rosto naquela vagina lisinha, lisinha. Língua dentro da sua bocetinha, qual fosse um pau. Tintilando seu clítoris, cada vez mais inchado. Quando ela gozava, lambuzava-se inteira, molhava muito o rosto, a barba dele. Cada vez mais duro.

Ali mesmo penetrou-a. Muito. Forte. Intenso. Tintilando seu clítoris, para que gozasse mais. Mordia-lhe a nuca, entre um tapa forte na bunda grande. Entre uma mão apertando aquele peito macio. Ali mesmo na mesa da sala, com a janela para a rua bem aberta. Comeu-a lento. Comeu-a veloz. Lambendo-lhe a orelha. Saudades da porra dela. Sua boceta, seu cheiro, seu cu lindo. Encostara-a nua na janela. Comeu-a de pé. Ela gemia alto, tão alto. Queriam mostrar pra o mundo inteiro como eram tão gostosos juntos. Sede. Geladeira. Em cima da pia. Encostados no tanque. Chupando-a de novo com mel e chocolate. Batendo-lhe nos peitos com seu pau rijo. Gozaram no chão da sala até o dia clarear.

De manhãzinha, no ponto de ônibus, esperando Estação Mussurunga, olhava a bunda dela. "Me fudi! Não quero outra". Dessa vez, em vez do pau, o peito doeu. Decidiu então, nunca mais comê-la. Não estava no mundo pra amores.

09/07/2009

Eu queria que a vida fosse um filme pornô

- Eu queria que a vida fosse um filme pornô! esbravejou Cláudia batendo a peça de dominó na mesa de plástico e virando o copo de cerveja direto na boca. Cláudia estava era muito da cansada dos velhos ritos do amor, de toda a prosopopéia necessária para se estabelecer um encontro. Achava muito da coisa um cansaço.
- Mas não seria necessário o romance? pergunta risonha Liliane, comendo amendoim japonês e batendo a outra peça do dominó.
Risonho Rogério joga a sua pedra e fala em alto e bom som: Bucha de sena! Eta lelê!
Cláudia virava um outro copo de cerveja, só pensando que lelê bom seria se ela pegasse aquele negro numa esquina. Isso sim é que seria um jogo lindo. Muito alto, olhos pretos e mãos incrivelmente grandes. "Um homem para se perder e se achar", pensava ela. Outro gole de cerveja. Outra pedra.
Embora bastante apetitosa, Cláudia não cogitava muito que Rogério lhe lançasse olhares. Achava que ele era homem de muitas mulheres (e era) e talvez tivesse o olhar disperso para o mundo inteiro delas, sempre sorrindo e carinhosas a sua volta. Esse assédio todo pelo moço de boca grande e grossa, dava-lhe uma certa preguiça de movimentar-se. Preferia continuar ali, jogando seu bom dominó e tomando uma cervejinha depois do expediente. Sexta-feira, calor danado, anoitecia.
Desatenta, ela não via que ele olhava seu belo par de coxas, nem o bico do peito que parecia furar o tecido da blusa. Ele olhava entre um gole de cerveja e outro.
- A vida realmente seria mais fácil se a gente não perdesse tempo com essas besteiras de volta...mas concordo que o romantismo é necessário, retrucou ele entre o cigarro.
- Depende do que se queira. Há lugar pra romance, quando se quer algo mais profundo. Há lugar pra objetividade quando se quer uma foda gostosa e nada mais. Colé de mermo, man que eu sei que vc pensa assim...rápida no gatilho respondeu Cláudia, enchendo a mão de amendoim japonês.
- Sem dúvidas, riu e respirou fundo ajeitando a calça.
A noite segui-se assim. Pedras de dominó batendo na mesa de plástico vermelha de cervejaria, cerveja gelada no copo transparente de boteco, amendoim japonês, carne do sol com pirão de aipim. Até tarde jogaram. Pegaram suas conduções diferentes e foram pra casa. E ela pensava chateada..."bom mesmo seria se a vida fosse um filme pornô". Se assim o fosse, naquela hora, estaria era enroscada naquelas pernas grandes daquele homem. Não assim, voltando para casa para ler Agatha Christie.
Fim de semana insosso, passou rápido. Logo chegou a segunda-feira. Ônibus cheio. Engarrafamento pelos alagamentos. Chuva do ponto até o trabalho. Chegou na repartição inteiramente molhada, irritadíssima, carregando bolsa e guarda-chuva.
Passou pela porta de Rogério, era um dos únicos a ter chegado ao escritório. Morava ali do lado, vinha andando sem conflitos.
- Cláudia, depois de deixar sua bolsa na sala, dê uma passada aqui, por favor.
- Tá, pera só, respondeu pouco humorada, a blusa estava grudada no corpo, uma droga.
Foi, deixou a bolsa no armário. Foi até a sala dele. Ele ficava meio isolado, pois era o contador da empresa, não tinha outro. Entrou. Ele sorriu. Fechou a porta à chave. Ela estranhou.
- Que era, Rogério? Tô pilhada de coisas pra fazer...irritada, tentand afastar a blusa da pele. E ele passava oslábios entre a boca. Aquela mulher de peitos fartos, sempre sem sutiã, toda arrepiada, a blusa grudada...era um acinte. Seu pau ficou visivelmente duro.
- Quero foder com você. Agora.
Ela se encostou no armário de arquivo...Como é? perguntou.
- Quero foder você, passou o braço grande por entre a cintura fina dela. Beijou enfiando a lingua incrivelmente grande dentro da sua boca. Ela tinha um tesão em homem grande, que bastou isso para inteira virar água brusca. Passou a mão naquele peito bem inflado, de homem que pega seus pesos...era realmente um homem há quem não poderia recursar.
Passou a mão pela calça dele e sentiu seu pau farto...baixando, abriu o zíper da sua calça e fez brotar aquele falo espetacular. Amava chupar paus gostosos como aquele.
- Você gosta de pau, não é?
- Claro...sem dúvidas, disse entre uma respirada e outra. Era comprido, grosso bonito, bem talhado. Parecia obra pensada da mão de alguém. E crescia deliciosamente entre seus lábios...bom sentir aquele homem ofegante dentro de sua boca larga.
Quando se cansou da tarefa,ela baixou a calcinha e virou-se de bruços por sobre a mesa, levantou a saia e ele pôde ver sua vagina rosada, carnuda entre as nadegas fartas, bronzeadas e muito lisas.
- Mas como você é gostosa.
Ela amava homens falantes...era ótimo...agradabilíssimo. Ele esfregava o rosto com tanto gosto naquela vagina, passava o queixo, penetrava o nariz. Amava o cheiro, amava verdadeiramente. E a dela tinha um cheiro muito bom. Aspecto agradável. Meteu a língua tanto até ela gozar. Até seu rosto arranhar de tanto atrito comseus pelos fartos. Não se incomodava. Gostava de mulher em natura. Mordeu a bunda macia dela. Lambeu seu ânus muito bonito, apertado...queria comê-lo, mastinha simancol...ainda era cedo.
- Vamos logo, pegue essa camisinha...quero seu pau.
Vestiu o pau e penetrou-a macio. Buceta molhadinha deliciosa. Meteu forte, puxou seu cabelo. Bateu na bunda dela, que gemia levinho. Metia forte puxando o cabelo dela. Afastou os papéis, colocou-a deitada com as pernas por sobre seu peito. Abriu a blusa,chupou seus peitos entumecidos. Mordeu o bico e no ouvido chamou-a baixinho.
-Putinha gostosa.
Ela calou sua boca com o dedo enfiado entre seus dentes. Puta merda, homem bom era aquele. Peito bonito, barriga deslumbrante. Foderia com ele até a hora do almoço, lanche e jantar fosse preciso.
Ela gozou de novo ao ouvir que a sua buceta estava deliciosamente apertada. Repete de novo. Apertada. Transaram durante uma hora. Na mesa, na cadeira velha. Grudados ao arquivo empoeriado. Chovia torrencialmente...ninguém viria trabalhar naquelas condições. Encostada na janela fumê, ela permitiu que ele penetra-se o ânus, depois dele muito passear por lá com sua lingua abençoada...com aquele pau gostoso e macio...há...podia tudo.
Terminaram. Recomporam-se. Viram-se de novo mais tarde no cafezinho.
- Rogério, não esqueça de carimbar o pedido de adiantamento.
- Sim, Cláudia. Passe mais tarde lá na sala para pegar. Não demoro em preparar.
É...de quando em vez, a vida é um filmezinho pornô bem simpleszinho. Roteiro direto. Poucas falas. Boa sacanagem.

06/07/2009

Na coxia

Tinha acabado a peça e estava suado e com o ombro sangrando. Cortara num arame espetado para fora de uma madeira feia do cenário. Medo da porra de pegar um tetano, coisa parecida. E ainda tinha que catar aquele meio mundo de elementos de cena espalhados na coxia. A porra do técnico de luz desligou as luzes da coxia, um bréu danado. Mas num cantinho, com uma luz de parede dava pra ver a novata do elenco catando as coisas dela no canto. Ela estava curvada pegando seus figurinos embolados no chão. E a blusa era muito grande pra ela, o que dava para ver completamente seus seios pequenos, mas bem rijos. Bonitos. Inevitavelmente lambeu os lábios e se enrijeceu inteiro. Lindos peitinhos.
- Você tem seios lindos, disse ele sem muito pensar.
Ela corou. Vermelha.
- Deu pra ver e não pude não falar.
- Tudo bem, respondeu ela, sem graça.
Ele passou. E estava sem camisa. Ela tinha um tesão grande por ele. Mas meso não sabia direito que tinha esse tesão todo. Mas o fato dele olhar seus peitos. Isso deu um certo desconserto. E ele estava sem camisa. E gostava, gostava muito da barriga dele. Da cor dele, bem escuro e a bunda redondinha.
- E você tem uma bela bunda, falou meio trêmula, mas realmente querendo atiça-lo.
- Brigada. Não sabia que você notava...ele era vaidoso...muito.
- Também não sabia que você me notava...
- Ah, isso você sabia sim...
- Sabia, riu...sabia. E gosto da sua barriga também. Você tem um corpo bonito. Parabéns.
- Pra você também.
Dez segundos. Um silenciosinho. Dois risos de canto de boca. Dele. Dela.
- Tá machucado seu ombro, disse ela se aproximando. Tava escuro mais dava pra ver aquele sanguezinho descendo por aquele ombro bem negro. Ela aproximou. Pegou no braço dele e deu um beijo. Pra sarar.
Ele pegou no peito dela. Mão inteira grande, macia e forte. Apertou. Ela lambeu o sangue. Subiu um pouco, mordeu seu braço. Inteiro, grande e forte. Ele suspendeu sua blusa e chupou o peitinho.Duro, com bico grande e teso, muito teso. Assim como ele. Ela gemeu. Colocou o dedo na boca. não podia fazer som. Tinha gente ainda pelo palco. Mas naquele canto, só eles dois tinham coisas...e tava bem escuro.
Encostaram-se na parede. Enquanto mordia seu bico do peito, ele passava a mão pelas coxas muito grossas dela, pele lisinha. Apalpava sua bunda grande, também negra. E logo sentira a calcinha fina, fina. Dedilhando encontrou a vagina já muito úmida. E ela passava a mão pelo cabelo crespo dele. Tentava lamber sua orelha. Ele penetrou sua vagina com os dedos, tintilou seu clitóris veloz. E ela na escuridão catando onde estava o pênis dele, grande e grosso. Esfregou a mão por cima da calça do figurino dele. Mas ele estava mesmo era doido para chupá-la. E foi ótimo. Ela com as pernas bem abertas, uma por cima do ombro que sangrava, outra bamba, sustentando ela no chão. Chupava lindamente.
- Morde...morde, suplicava. Adora quando lhe mordiam a buceta.
Obediente ele mordeu e percorria inteiro a vagina bem cheirosa. Esfregava a barba.
Dali para diante, foi fácil. Ela estava inteira úmida e ávida pelo pau dele. Ergueu-se de novo e comeu-a primeiro devagarinho, devagarinho. Colocando seu pau grosso inteiro...depois o retirando. Não faziam som algum. Ela comia sua orelha. Rápido ele a virou de costas. Ela tinha uma bunda vistosa. Era bom comê-la vendo aquela bunda arrebitada pra ele e amassar seus peitinhos enquanto penetrava.
- Morde minha nuca...morde...ela tinha um quê de gata no cio. E ele não discutia muito mordeu...enquanto enfiava mais rápido. Enquanto pegou seu dedo e devagar e colocou no seu cu.Ela gemeu um pouco mais alto. Mordeu a própria mão. Era bom sentir tudo aquilo...Bem bom...
Gozaram junto. Bem estranho pra uma primeira vez. Ajeitaram-se. Ela lambeu o rosto dele inteiro. Deu um beijo em seu pinto.
Ajeitaram-se. Alguém chamava seus nomes. Reunião no camarim. Cacete! Foram...cara suada. Ninguém notou. Só o braço dele...sangrando...coitado. Porra de arame do cenário.

01/07/2009

das paixões.

Tinha ficado perturbada com o telefonema.
- Preciso muito te comer.
Não tinha como dizer não. Rebeca sabia que não deveria ceder a este impulso, mas em seu corpo já pulsava a necessidade de ser comida por ele. Só em pensar em vê-lo novamente já estava úmida.
Passaria para pegá-la em dez minutos. Não havia muito tempo. Correu para o banheiro, tirou a calcinha e pos na bolsa. Estava apenas de vestido.
Desceu as escadas correndo e o esperou na frente do prédio. Logo ele chegou e Rebeca entrou em seu carro. Nervosa, esboçando um sorriso amarelo. Leve constrangimento. O coração saindo pela boca. Nada falaram.
Mais alguns minutos e ele encostou o carro. Era a deixa.
Pulou em seu colo, beijando-o loucamente. Esfregavam seus sexos, enquanto as mãos dele percorriam o corpo de Rebeca sofregamente, apalpando-lhe a bunda, as coxas, os seios.
E entre apalpadas e beijos, ele a penetrou. Ali, entre o banco e o volante, pernas embaralhadas e desajeitadas, nunca cadência intensa e apaixonada.

23/06/2009

Provocações

Eu estava deitada. Ele, no banho. Estava cansada, mas feliz. Havíamos chegado da festinha na casa da Tina arrasados, doidos pra cair na cama e dormir! A casa da Tina mais parecia uma boate, só com os amigos íntimos, luzes coloridas e paredes quentes do esfrega-esfrega dos casais. Estávamos mais a fim de dançar, mas não resistimos e fomos pro banheiro dar uma rapidinha gostosa, eu de quatro segurando a pia rosa da Tina, ele metendo por trás e apertando meus peitos, enquanto uivávamos tranqüilos, pois o som na sala abafava todos os gritos.

Mas ele não gosta de dormir sem tomar banho. E eu, revolvida em travesseiros, vi meu sono dispersar ao imaginá-lo em meu banheiro, com a água descendo por suas costas, molhando aquela bunda gostosa que eu adorava mordiscar, aquelas coxas, aquele pau, eu enfiada nele, ele enfiado em mim e quando vi... Já estava encharcada.

Deixei então que minhas mãos percorressem meu corpo nu, enquanto sentia minha vagina latejar; enfiei um dedo lá dentro e deixei que ele ditasse o ritmo, todo meladinho sobre o meu clitóris. Que delícia... esqueci do mundo enquanto gozava comigo, me contorcendo na cama e só voltei à realidade com um tapa na bunda, enquanto ele substituía minha mão por sua boca, me chupando até a alma, me lambendo como um gato, alucinando os meus sentidos.

Depois me jogou na cama de costas, metendo o pau com força, que deslizou gostoso, me fazendo gozar tão rápido quanto antes. Estocou até quase gozar, colocando-o em minha boca enquanto me xingava, perguntando se eu queria gozar sozinha, sem ele.

Foi uma das fodas mais gostosa que tivemos. E depois desse dia eu o provocava sempre que partia sozinho para o banho, me masturbando na cama e gemendo alto, até que ele viesse ensandecido apagar meu incêndio.

14/05/2009

o vizinho

Desde que havia mudado para aquele prédio, Rebeca logo o percebeu. Bateu em sua porta uma vez, para lhe entregar a correspondência. Era o síndico. Estava sempre pelo play do prédio, acompanhado do olhar severo da esposa.
Sempre que passava por eles o olhava... ele era muito gostoso! Negro, alto, abdômen definido... E, safado que era, a olhava também. Aliás, olhava não... comia com os olhos! Foi daí que, depois de tantos boas-noites-como-vai, se esbarram na escada.
Era tarde da noite e Rebeca voltava pra casa. Como sempre, com fones de ouvido e sua melhor música. Entrou no prédio, alheia aos movimentos, e assustou-se com alguém descendo as escadas correndo. Era ele. Quase a atropelou. Pediu desculpas, passando a mão sobre seus ombros. Rebeca apenas sorriu...
Bastou somente o primeiro toque para que se desencadeasse todo o tesão que vinham nutrindo um pelo outro. E rapidamente ele a segurou pela cintura, encostando-a na parede e a beijou... era um beijo agressivamente doce, molhado... seus lábios, macios e fortes. Deslizava as mãos pelas pernas de Rebeca, subindo por trás das coxas, até a bunda, apertando e puxando-a para si... Enfiava sua língua pelo decote... subia ate o pescoço, e ainda mais, até as orelhas...E esfregava seu pau rijo, por cima das roupas.
Um barulho os fez se recompor. Rebeca caminhou em direção ao segundo lance de escadas, enfiando a mão na bolsa, a procura da chave. Ele a segurou pelo braço, silenciosamente e olhou em seus olhos. Não, não vá. Ela mostrou-lhe a chave de casa. “Vem”.
Mal deu tempo de fechar a porta. Arrancaram suas roupas, entre beijos, mordidas e amassos... e ali mesmo, em pé, à beira da porta, ele a penetrou.
Ele comia Rebeca segurando-a pela cintura com uma mão, e a outra hora puxando-lhe os cabelos, hora tapando-lhe a boca, para que não ecoasse na vizinhança os gemidos. Parou somente após o gozo, deixando que seu esperma escorresse por entre as grossas coxas. Então, abaixou-se e, devotamente, a chupou até que gozasse também.

28/04/2009

fetiche.

Olhava-a de longe... Tão displicentemente linda!
Fingira não perceber que eu notava a calcinha vermelha dentro do short...
Se remexia como que querendo mostrar mais detalhes.
Eu olhava estupefato... me enchendo de tesão. Imagens me tomavam a mente – ela cruzava e descruzava as pernas – e minha língua escorregava por entre as coxas em direção à calcinha vermelha...
Me olhava e ria.
Ah sua safada! Sabe ler meus pensamentos né? Sei que faz de propósito.
Permaneci ali, sentado em frente a ela, com meus devaneios, até o momento em que se levantou e me olhou, como quem diz: “agora já chega!”
Já chega nada... agora vou ali no banheiro, terminar o que você começou.
(fotos: juci cintra / filipe lopes)

17/04/2009

Confissões de Rebeca

Eu o desejava desde aquele instante em que começamos a dançar, quando então ele sugeriu:
- Deveríamos fazer sexo.
Sim, deveríamos. Não só por ser tão bem conduzida na dança, mas porque havia já muito tesão, acentuado pelo efeito psicotrópico. Mas apenas horas depois, quando finalmente encontrávamos a sós, no crepúsculo do amanhecer, permiti que suas mãos se aconchegassem em meus seios, e que sua boca, outrora em minha nuca, chegasse também até eles, e em seguida explorasse toda a minha pele.
Estávamos completamente envolvidos em uma dança sensual, onde os corpos esfregavam-se um no outro, numa ânsia de saciar os desejos.
Virei-me de costas novamente e pude sentir a pressão de seu membro duro em minha bunda. Suas mãos desceram por minha barriga, até entrarem em minha calcinha. Ele me tocava de uma forma suave, com dedos macios e ágeis, me arrancando gemidos abafados.
Me deixei levar pela explosão que ecoava dentro de mim. Ele era muito bom no que fazia.
Arrancou minha calcinha e colocou-me sentada na pia... eu só pensava em senti-lo enfiado dentro de mim. Mas, surpreendentemente, pôs-se a me lamber, chupar e enfiar-me a língua. Eu não agüentava de tanto tesão.
- Me come logo porra!
Primeiro, os dedos... uma hora aqui, a outra acolá... até que, finalmente, pude sentir a rigidez de seu pau... enquanto os dedos continuaram a procurar outros esconderijos... quase morri de êxtase.
Carregou-me, sem que nos desencaixássemos, e me conduziu até o quarto... na cama, a dança tornou-se mais intensa e continua, até o ápice... Senti seu pau palpitar dentro de mim até amolecer... e adormecemos.

27/03/2009

Entre pernas e taças

O vinho já estava no fim. As taças dançavam mais que os pés, dos olhos derramavam maquiagem, as unhas vermelhas, a camiseta manchada, a calcinha preta, os cachos desalinhados a fazer curvas pelos ombros.

Ele a observava. Seus olhos percorriam toda a pele, todo gesto, toda entrelinha do bailar suave daquele corpo entregue à música. Sentado no chão, nu, sentiu seu corpo vibrar da alegria de estar ali a olhar aquela mulher. Ele que a desejara tanto, a tinha ali naquele instante e ainda que fosse breve, faria dele eterno como nos versos do poeta.

Ela estava tonta. Quase um tropeço. Ele e seus braços. Um torpor, um sorriso, a taça no chão, um beijo.

O enroscar dos corpos, as mãos percorrendo as notas de toda sonoridade que havia. Um abraçar melódico, passos não ensaiados, palavras e cheiros e rastros, dedos e lambidas. O sexo exposto, o penetrar alinhado, o desatino da primeira estocada, um gemido.

Cavalgadas selvagens sobre o macho detido. O olhar altivo da fêmea a penetrar seus domínios. Com as mãos presas, só havia o fálico ereto e ela sabia da chegada do gozo. Então entre os freios, a boca carnuda, o clitóris latente, a língua, a saliva e os dentes e no aviso do orgasmo, o penetrar desavisado.

Então ela voou primeiro e ele, em seguida. Quase uníssonos. Quase eternos. Quase exatos do amar.

19/03/2009

eram dois bichos no cio...

Olhavam-se com ódio cheio de desejo. E um tesão recolhido, que insistia em se apossar em ambos. Agressivo, ele a segurou, apertando seus braços. Ela tentou escapar. Ele a apertou ainda mais. Ela se debateu. Mencionou xingar. Cuspiu-lhe o rosto. Ele a pegou pelos cabelos, possesso. A jogou ferozmente contra a parede, espremendo-a com seu corpo. Puxou ainda mais seus cabelos, pela nuca, virando seu rosto para que pudesse olhar sua cara. Ela gostava disso. E ele sabia. O tesão era visível e crescente. Tesão e raiva. Lambeu-lhe o pescoço, a bochecha e a orelha.
- Cachorra!
Sussurrou em seu ouvido. Ela sentiu-se derreter. Ele comprovou com seus dedos por baixo do vestido. Nada falavam. Não queriam. Não podiam. Eram ali só instinto. Eram dois bichos no cio. Ouvia-se apenas a respiração ofegante, o palpitar do coração, o pulsar da paixão. Ele puxou sua calcinha para o lado. Penetrou-a. Ela soltou um gemido. Sabia que lhe pertencia. E deixou-se abater o corpo. Ele a penetrava com toda força que cabia em sua raiva. Ela era só delírio. Seus seios, espremidos na parede. Os quadris em movimento constante. Gozaram juntos, ali, como tantas vezes outrora. Depois seguiram, opostos. Sem palavras. Sem carinhos. Sem beijos. Apenas o desejo de seus sexos.

11/03/2009

Volúpias de amor intenso

Ela o queria na boca primeiro. E enquanto se abraçavam, só pensava em devorá-lo. Era comum aquela vontade, era corriqueiro o desejo de perder-se em seu caminho, deslizando sua língua por todo comprimento, mordiscando de leve, provocando, faceira, até detê-lo inteiro entre seus lábios. Então entre beijos, confessava o querer irremediável. E ele se contorcia só de pensar em seu fálico abocanhado. Ela beijava a nuca, passeava pelas orelhas e deixava escapar sussurros quase inaudíveis, pequenos gemidos enlouquecedores. E ele se entregava inteiro, de olhos fechados e de si, desperto. Ela descia pelo peito, sua língua entre os poros, arrepiáveis volúpias de amor intenso. Os bicos rígidos imploravam lambidas e ela, escrota, se fazia de sonsa e então descia mais, até o ápice da barriga, fingindo chegar ao destino, para depois revelar armadilha. Então subia e arrancava-lhe um beijo e ele, ofegante, não tinha palavras. E depois de um sorriso, ela ia resoluta encontrar o seu brinquedo e apertava aquela bunda com suas unhas de tigresa.

Ele puxava os seus cabelos e olhava a fera insana enquanto era devorado. E segurava o gozo afoito que corria pelas veias. Ela o sentia latejante e sugava ainda mais, dividida entre a espera do gozo e a vontade de senti-lo em outra boca. E como num adivinhar atrevido, ele a puxou de súbito e enfiou-lhe o pau com vontade, fazendo-a uivar de desejo. E então bailaram juntos, colados num abraço quase violento, como se os corpos, em alinhados quereres, pudessem fundir-se, ao encontro do gozo.

10/03/2009

Calafrios

Enquanto todos conversavam, os dois se olhavam. Profundos, nítidos, se entendiam sem palavras. E aquela cumplicidade era a vertente mais extraordinária que continham. Na entrega do beijo se esfregavam ofegantes. O entra e sai descompassado pela casa não permitia mais que isso. Seus corpos, no entanto, pediam muito mais. Riam-se desmedidos encostados na janela. O roçar dos seios, a mão na nuca, o sopro no ouvido, a palavra sussurrada, o bailar das pernas, o contrair do púbis... Já emanavam sexo e era impossível continuar ali encostados naquela parede que já derretia. Como num jogo telepático, decidiram pela fuga. E então num súbito desvario, ela o conduziu até o banheiro.

Trancados, esqueceram dos ponteiros. E se amaram selvagens pela relva de azulejos. Da saia à calcinha, esvaídas fumaças. Os dedos entregues, as mãos orquestradas e na boca o fálico a pulsar de alegria. Ela sugava, lambia, mordia e lançava pra cima olhares lascivos, enlouquecendo aquele macho que de manso, nada tinha. E então no quase gozo ele a puxou pra cima, e foi então sua vez de esconder-se na mata. E sua língua latente arrancava os versos da vagina e flutuava solene sobre o botão que já desabrochava. Ela puxava os seus cabelos, ele sugava ainda mais. Puxando-o para cima, ordenou que a penetrasse e ele obedeceu, deslizando para dentro. A casa, pequena, ecoava em suas buscas, mas os dois estavam colados e desgrudar não mais cabia.

E num louco penetrar, a fazia gozar-se inteira; e os gemidos, proibidos, eram encobertos pelos beijos. Batidas na porta do banheiro, seus nomes jogados ao vento, e ela colocou-o sentado e penetrou-se resoluta, dando início à cavalgada. Ele estava por um fio e a fêmea enlouquecida rebolava em seu pau rijo, revesando estocadas, provocando calafrios até o gozo.

Cúmplices e ofegantes se olhavam. Um cigarro a esperava. Riram do mundo, abraçados e leves, enquanto seus nomes, misturados, uníssonos, ainda ecoavam lá fora.

07/03/2009

Entre labaredas e faíscas...

Atrás do sofá, um colchão. A camisola faceira escondia verdades. O beijo, crescente, fazia arder os dois corpos, sedentos pelo nu inevitável que viria. As mãos, ardentes, buscavam rugidos. As línguas lânguidas entrecortavam dentes, o céu da boca, os lábios, a palavra muda. Os corações palpitantes diante do perigo iminente. Um tesão cada vez mais crescente, o não, o sim, o mais um pouco...

De repente, as roupas não cabiam mais. E foram soltas pelo chão que quente, já tremia. Os seios nus, a vênus louca, o pau ereto e tudo encharcado de suor e gozo. Penetrou-a. Um quase grito a perpassar paredes, as pernas abertas, o entra e sai, um devaneio.

Ele morde a boca, ela chupa os dedos, ele beija a nuca, ela estremece inteira. Dois sedentos numa noite escura, o céu lá fora a perpetuar estrelas. O sofá-barreira já não escondia, pois o sexo rubro invadiu a sala. E os dois já surdos não se importavam, pois estavam inteiros a cruzar as almas. Multifacetários, se comiam ávidos. E o que era quente, se tornou faísca.

Duas labaredas a buscar sentidos, dois carneiros ensandecidos a tecer seus versos. E nessa antropofagia desviaram a noite e a madrugada se entregou inteira. Eram dois ocultos a quebrar barreiras e entre os vultos vivos, já não enxergávamos. À deriva do gozo, naufragamos livres e entre o grito e o beijo, dois gozados ébrios.

03/02/2009

Camila

Rebeca estava lá parada, encostada no muro, já sabendo que ela chegaria, porém não a esperava. E não esperava principalmente que fosse uma mulher tão sensualmente exuberante; e que a desejaria desde o primeiro momento.
- Vocês já se conhecem?
Alguém perguntou, no que Rebeca respondeu quase mecanicamente, como um macho que acaba de reconhecer a fêmea:
- Não, mas vamos nos conhecer agora.
Falou, olhando-a profundamente nos olhos.
Havia naquele instante muita sutileza. E apesar da maneira peculiar de macho, havia em seus gestos e olhares muita feminilidade.
Trocaram poucas palavras, sobre esses assuntos típicos de mulher: cabelo, homens, enfim, banalidades que se conversam em festas.
Rebeca observava seus lábios carnudos, o que não deixava de ser percebido pela moça, de cabelos esvoaçantes e corpo típico de mulata, que retribuía delicadamente seus olhares.
Logo foi notado, que a moça era assunto de muitas rodas e desejada tanto por homens, quanto por mulheres. Trajava um leve vestido longo branco, de costas nuas, que esculturava seu corpo e suas curvas, principalmente nos quadris e nos seios.
O desejo de Rebeca era crescente e se confundia com o efeito do cognac. Ansiava em sair dali e em se entregar desvairadamente aos seus ímpetos lascivos.
A certa altura da noite, conversavam animadamente, como amigas de longa data... Confidenciavam desejos, sorriam e se tocavam nas mãos e nos braços...e principalmente, olhavam-se deixando transparecer uma crescente atração uma pela outra. Até que, sem nada falar, suas bocas, entreabertas de palavras, tocaram-se. As duas bocas macias se completavam num beijo gostoso, durante um longo tempo.
Tudo era novo... e o anseio em descobrir-se dessa forma fizeram com que Rebeca descesse suas mãos em direção aos seios de Camila... sentiu-os firmes, com os mamilos já endurecidos...“Ah, eu os quero em minha boca”, pensou.
Sentia seu desejo umedecer sua calcinha, seu corpo tremia. Camila retribuía reciprocamente todas as vontades. Rebeca então levou as mãos até seus ombros, fazendo deixar cair a alça do vestido de Camila. Queria sentir a pele dos seios da moça na ponta de seus dedos. Arrepiavam-se de prazer.
Desceu os lábios pelo pescoço até que sua boca tocasse o bico dos seios. Passou a língua de leve, como um pincel, contornando-o. As mãos percorriam suavemente seu corpo até atingir o meio das pernas. Sentiu-a quente.
Seus desejos eram cada vez mais inebriantes e ousados...
Rebeca quis ajoelhar-se e lamber-lhe toda... Camila hesitou, ali não era lugar.
Esquivaram-se uma da outra.
Os corpos pulsando de desejo e da vontade em se entregar.
Permaneceram ali encostadas no muro, uma do lado da outra, com as mãos dadas, sorrindo e sentindo o coração bater forte diante de suas loucuras...
- Amor, vamos?
Era o namorado de Camila. Nada percebeu.
Despediram-se com um longo abraço, e um olhar cúmplice, do saber do que ainda aconteceria.

28/01/2009

Rapidinha

O ponto não estava vazio, a lua cheia e o ônibus não passava. Nina olhava pra ele enquanto lhe falava sobre o seu dia, os seus planos, gostos e afins. A camiseta regata desenhava os músculos rígidos; os braços bonitos, torneados e bronzeados desviavam sua atenção da conversa, incitando sentidos. A bermuda escondia nádegas rígidas, carnudas e um músculo solto, relapso, pronto para ser abocanhado. Nina entendia algumas palavras, ria, mas a cada pausa, estendia os lábios para os outros lábios, sedentos dos seus. Entre um beijo e outro pouco ou nada fazia mais sentido, mas o ponto estava cheio, a lua um tanto escondida e o ônibus não passava. Enquanto se beijavam, os pelos dançavam sobre os corpos que já não se sabiam mais ali. As mãos de Nina percorriam a nuca, as costas, a cintura e desciam descompassadas em frente ao ponto que não estava vazio, sob a lua cheia. Deslizava devagar a unha sobre a bermuda saltitante, enquanto gemiam baixinho, tentando respirar, tentando parar, tentando esquecer todos que também esperavam o ônibus, que não passava. Os carros passavam rápido, não podiam captar tanto assim. E eram dois carneiros sedentos. Nina pulsava. Seu corpo todo pulsava e bastaria penetrá-la para fazê-la gozar-se inteira. Os dedos dele também percorriam caminhos irreversíveis, enquanto de olhos fechados, imaginavam-se deitados na calçada, rasgados, trepando feito loucos sob a luz da lua sob os olhos do ponto cheio. E num esfregar-se sutil bailaram no ponto até o inevitável gozo.

22/01/2009

A carona.

Ela me contou com uma cara tão devassa o que tinha feito no carro naquele dia, que eu não pensava em outra coisa até então. Nosso contato era crescente e eu a achava linda, além de tudo. De vez em quando saíamos juntas e trocávamos muitas figurinhas sobre os nossos devaneios sexuais, experiências e afins. Mas nunca tinha rolado um interesse explícito, até aquele dia.

- Vai pro lado de lá?
- Vou sim! Tem carona é?
- Tem.
- oba!

Fomos tricotando até o carro e até então, eu ainda estava com a cabeça voltada para o trabalho intenso do dia, e os papos giravam nesse contexto. Entrei no carro. Imediatamente me veio a imagem dela, ali dentro, se amando com os dedos. Arrepiei. Ela entrou logo depois e ainda falava alguma coisa quando me olhou:

- Que cara é essa rapaz?
- Han? Ah, nada, viajei aqui...
- É, vc viaja demais!

Rimos enquanto ela dava a partida e eu, descarada, não parava de pensar nos meus próximos atos. Tinha de ser cauteloso, de certa forma, pois podia ser uma coisa nova pra ela e se houvesse uma negativa, ia ficar bem chato depois.

- Lembrei agora do que me contou.
- O que?
- De você se masturbando no carro...
- Ai meu deus! Eu te contei né? Nunca tinha feito isso antes!
- Pois é. Fiquei doida quando me contou aquilo.
- Foi?
- Total. Fiquei num tesão do caralho.
- huuummm
- E aí? Vamos pela paralela?

Ela me olhou e entendeu. Sorriu. Sabia o que eu queria. Devia estar explícito ali, na minha cara e eu não tinha nenhum porquê explícito pra negar.

- O que é que você ta tramando, heim Nina?
- Ah, sei lá... Você podia fazer de novo pra me mostrar como foi né?
- hahahahaha
- Sério... Ou então eu faço pra você... Acho que ia ser mais gostoso ainda.
- ...
- Que tal?
- Pára. Pára que assim não dá...
- Não dá o que? Ta melada já é?
- Nina...

Peguei na perna dela. Já estávamos na altura do Iguatemi. Ela é boa de volante, o corpo tremeu, o carro, não. Olhou nos meus olhos e não pediu pra parar. Era o sim que eu precisava. Mas ela tava nervosa...

- Falta muito pra entrar na Paralela?
- Você sabe que não...

Apertei de leve sua coxa. Subi um pouco a mão. Ela gemeu.

- Nina, pára com isso...
- Tem certeza?

Olhou nos meus olhos novamente. Sua cara, indescritível. Estava de vestido longo, novo, estampado, que desenhava a cintura e os peitos. Alisei a parte interna de suas coxas no momento em que ela entrava na Paralela.

- Foi aqui né?
- Foi...

A voz saiu embargada, enquanto eu passava a mão em sua vulva. Estava quente e ela devia estar derretendo. Eu também estava e ela sabia. As janelas de seu carro são escuras e o vidro estava todo fechado. Mas o ar condicionado já não bastava para o calor que havia ali. Impulsivamente tirei minha calça e fiquei de calcinha.

- Vamos ver quem está mais quente e melada?

Dei um beijo em sua nuca e a senti tremer todinha enquanto eu levantava o seu vestido. Já estava ensandecida lambendo suas orelhas quando senti sua mão em minhas pernas.

- Passa a marcha direitinho ta? E vai devagar pela direita ta...
- Sua puta...

Quando os dedos dela adentraram a calcinha, eu quase gozei. Ela já gemia em minhas mãos, que lancinantes, a comia quase inteiras, deslizando em sua xana, brincando com seu clitóris.

- Se concentre...
- Eu vou te matar Nina...

Estava perigoso demais. Nós sabíamos. Mas não dava pra para ali. Uma de nós precisava se concentrar, ao menos por enquanto, até que pudéssemos descer do carro, até que eu pudesse comê-la inteira. Aproveitei o momento em que ela foi trocar a marcha para me virar um pouco na cadeira e descer meu rosto até suas pernas.

- Ai meu deus!
- Não chama por deus não, caralho, que quem ta te comendo sou eu!

Consegui descer um pouco a calcinha e me deparei com uma depilação completa. Enlouqueci. Ela se reclinou um pouco no banco e a vulva, mais exposta, ficou ao alcance da minha língua. Chupei sua alma sem critérios prévios e ela gozou na minha boca gemendo alto, me fazendo enlouquecer. Levantei e dei um beijo rápido em sua boca e prontamente me voltei ao meu gozo, enquanto ainda a sentia ofegante ao volante. Toquei gostoso o meu corpo, quase deitada na cadeira, e gozei gemendo alto, como ela.

Quase desfaleci na cadeira. Nos olhamos e rimos. Era o fim da paralela.

- Nina...
- Oi gostosa...
- Quer carona amanhã?




Interurbano

- Anda, liga pra sua irmã!
- Pra minha irmã?

- Sim, sua irmã...

- Tanta gente pra ligar. E tem que ser minha irmã?

- Sim, tem. E a mais velha.

- Tá querendo comer minha irmã, é? Ela é casada.

- Eu sei que é, mas você disse que queria fazer.

- Tá bom! Tá bom!

- Anda logo, que eu tô com tesão. E se demorar muito, não vou esperar
pra meter..

-Ahhhhhhh
...
Mariana mal conseguia teclar o número do telefone. Havia um misto de tesão e nervosismo nela e isso me deixava com mais vontade.

- Alô? Márcia?
Assim que ela falou, eu passei a cabeça do pau na portinha da xota. Mariana estava molhada e suando. Com olhar de nervosismo, me puxou com as pernas de encontro a ela. Eu estava de joelhos no chão e ela de frente, sentada no sofá, com as pernas abertas. Confesso que dava vontade de não meter logo de cara, porque ela se depilou no dia seguinte e eu simplesmente não aguentava não ficar olhando praquela coisa linda e lisinha.

-É que, que.... Que...

-Queeeeeeeria te perguntar uma coisa.

-Sim. Uma cooooooisa

Ela ía falando e eu metendo bem devagar, como eu gosto de fazer no começo. O suor pingava da testa de Mariana e eu tentava calcular a hora de meter mais forte.

-Não. Não tô ficaaaaando gaaaaaaaga não.

- É que...

Mariana mal conseguia falar e isso significava que a brincadeira iria acabar logo. Eu gesticulei pra ver se ela entendia como continuar a conversa, mas não adiantou. Tive que falar baixo...

- Fala da saída de amanhã. Da praia!

- Siiiim Márcia. Lembrei! A praia amanhã. Alexandre me disse que está confirmado.

- Isso, vai dando corda...

E voltei e me concentrar em meter em Mariana. Comecei a intensificar o ritmo pra ela ficar desesperada.

- Siiiiiiiiiimmmmmm. Amanhã a geeeeeennnnte pode sair ceeeeeeeeeeedo.

- Não. Naaaaaaaaada não.

Marcia, a irmã mais velha de Mariana devia não estar entendendo nada.

-Ahhhhhhh...

E o telefone foi desligado.

- Filho da puta. Quer me matar de tesão né?

Eu nem respondia mais Mariana. So fazia meter. E ela continuava a falar comigo...

- E o pior é que eu acho que minha irmã percebeu. Vai dar merda.

- Foda-se se vai. Eu gostei da idéia...

- Aaaaaaaaaaii..... Como você mete gostoso.

- E vou dizer mais! Não parou por aí não! Fica de quatro.

- Ai, o que eu mais gosto.

- Anda!

Ela não tinha o menor pudor na hora de ficar de quatro. Segurou no encosto do sofá, abriu as pernas, empinou a bunda e olhou por cima dos ombros.

- Vem!

E eu fui. Com tudo.O pau beteu na entrada da xota e escorregou pra fora. E eu nem dei atenção ao grito de dor. Mal ela pensou em reclamar eu fui logo pegando na nuca e
empurrando com força.

- Agora sim, você está de quatro feito uma cadela. Do jeito que eu gosto!

- Aaahhhhhhh

- Isso, geme. Pode gemer alto! Não tem ninguém por perto mesmo.

Fiquei alucinado com os gritos e gemidos de Mariana e comecei a meter sem dó. Eu a pressionava contra o sofá e via o suor escorrendo pelas costas até a nuca. E ela estava tão excitada que só sabia gemer.

- Aaaaaaaaahhhhhhh. Aaaaaaaahhhhhhh. Aaaaaaaaahhhh

Eu resolvi ficar calado e continuar a foda. Prestar atenção nos gemidos, que eram deliciosos.

- Ahhhhhhhh. Ahhhhhhhh. Quero gozar!

- Vai gozar, claro.

Na hora eu peguei o telefone do sofá.

- O que vocâ vai fazer?

- Vou ligar pra sua irmã.

- Ixxxxxxxxx. Táááááááá louco?

- E você vai gozar caladinha, sem gemer.

- Eu não vou conseguir.

- Vai sim. Anda.

- Mete mais então... Ai, vou gozar

Apertei redial no telefone e falei.

- Alô Márcia? Sim, sou eu. Tudo bem....

Mariana começava a apertar minhas pernas mais intensamente...

- Fala com ela aqui!

- Simmm. Amanhããããã às... ààààààssss... ààààààààààààààssssss...ààààààààààààààààssssssssss...

Mariana gozava feito uma puta alucinada e eu só fazia continuar o ritmo.
O telefone caiu e eu nem sabia mais se a irmã dela continuava na linha.
As unhas foram afrouxando da minha coxa e o telefone tocou. Eu continuei
dentro daquela xota quente.

- Alô. Sim, Márcia, tá confirmado. Praia amanhã, às 8:00h!

.Despudores.

Nina entrou na redação procurando por ele. Não contou que ia. Era surpresa. Ia fazer um teste seletivo. A sala grande e barulhenta não sentia o seu pulsar. Sentou numa cadeira distante dele, onde não podia ser vista. Recebeu a pauta, conversou com o editor, aparentemente muito calma. Escreveu todo o texto e depois, cautelosamente, abriu o MSN:

- E aí, gato, tudo bem?
- Oi minha linda.

Nina sorria. Tinha tantos planos em mente que nem cabiam em seu corpo. Imaginou aquela situação muitas vezes, mas não teve a oportunidade de realizá-la antes.

- Queria muito te ver hoje. Que horas sai do trabalho?

Eram quase sete horas. Ela sabia que às oito ele iria levantar, dar tchau aos colegas e iniciar suas passadas silenciosas e despojadas até o ponto mais próximo.

- Acho que vou sair um pouquinho mais cedo hoje.
- Han...
- Mas tenho que ir direto pra casa, minha linda...
- Ah puxa...
- É... Também queria muito te ver.
- É?
- Claro.

Nina era safada. Gostava de um perigo. E há muito tempo os banheiros, elevadores e garagens daquele Jornal eram alvos de seus delírios. Com ele, então, já havia naufragado muitas vezes em muitos cantos, na redação vazia, nas escadas. Mas ela só pensava e ele não sabia. Agora era diferente: com os desejos compartilhados, os ditos e as ações eram complementos inevitáveis.

- E se eu fizesse uma mágica e aparecesse aí agora?
- humm
- E te levasse pro estacionamento e te comesse lá mesmo?
- Nina...
- Tá... Só pense... E aí?
- E aí que vc é louca.
- rs
- E eu adoro.

E adorava mesmo. Nutriam sentimentos semelhantes de tesão e confiança e tudo acontecia rápido e sem planejamento prévio, o que deixava Nina, simultaneamente, encharcada de medo e desejo. Ela o provocava com frases cada vez mais picantes e observava de longe o seu desconcerto na cadeira, e entre uma teclada e outra olhava para os lados, desconfiado e tímido e roía uma e outra unha.

- Quer saber? Eu vou aí te ver.
- hahahahaha
- Tô falando sério. Vou arranjar uma carona aqui e vou aí agora.
- hahahahaha
- Já terminou suas coisas aí?
- Pára Nina, vc ta longe, não vai dar tempo.
- Vai sim.

Nina deu a volta na sala. E chegou por trás. Ele, aéreo. Abaixou perto dele:

- Eu não disse que era uma bruxa?

Seus pêlos, seu rosto, seus poros todos, sentiram aquelas palavras. Ele não sabia o que dizer. Olhou pra ela. Pensou em agir normal, pensou em não agir, pensou em agarrá-la ali mesmo, pensou em levantar... Mas só conseguiu desacreditar daquilo. Daquela presença. Daquele olhar. Daquela proposta.

- Não surte, levante. Vou subir. Te espero no primeiro andar.
- Você é louca?
- Quase todo mundo do setor lá já foi essa hora. Suba.

Ele a olhou levantar, andar cinicamente até sumir no corredor. Olhou pros lados: não, não tava sonhando. Leu novamente o fim da conversa, o pau latejando. Era loucura. Não podiam se agarrar lá dentro. Enquanto subia as escadas pensava na maneira como tudo acontecia e o tesão lhe percorria o corpo inteiro. Saiu do elevador num impulso e a procurou com os olhos: onde estava? O andar estava vazio e as salas com as luzes apagadas, exceto uma, bem ao fundo. Institivamente caminhou até o banheiro. Bateu na porta, incerto, e de lá de dentro soou firme e melosa aquela voz:

- Entra amor...

Nina estava de vestido, sentada na pia e de pernas abertas, sem calcinha. O pau não cabia mais na calça. Tentou balbuciar alguma coisa, mas os olhos da tigresa o chamavam para perto, apenas. Abriu o zíper enquanto Nina o olhava, gulosa. Seu coração pulsava descompassado e a vontade de devorá-la aumentada a cada instante.

- Safaaada...

E meteu devagar na gruta encharcada de Nina, que entregava seus mistérios sem pudores. Queria aquele homem há tanto tempo e havia planejado tudo, menos o tamanho do tesão. Depois da primeira gozada, desceu da pia e comeu ele inteiro, da nuca às coxas, sentindo seus gostos, seus cheiros, seus gemidos todos. Ficou de quatro, deitou no chão. Gozou inteira. Treparam enlouquecidos de desejo e medo daquela porta entreaberta, daquele lugar, daquela certeza. Até que ele parou de repente:

- Cê ouviu?
- Não pára, caralho...
- Levanta Nina, vem alguém!

Foi tudo muito rápido. O tempo exato de entrarem no casulo e fechar a porta. Ele arrumou a calça. Nina estava tonta. Silêncio.

- Putz!, Nina balbuciou.
- ?
- Minha calcinha, caralho... Ficou na pia!

Olharam-se risonhos. Nina tinha uma cara tão safada, um jeito tão tentador, que ele a olhava e só pensada em comê-la. Sentou no vaso e passou a mão entre suas pernas e ela estava completamente melada. Ele não tinha gozado ainda. Tirou o pau pra fora novamente e a fez cavalgar enquanto chupava seus peitos e tapava sua boca. Não ouviram mais nada, apenas gozaram juntos e permaneceram abraçados, naquela atmosfera que exalava sexo.

Saíram cínicos em direção ao corredor. Com o vestido encharcado de suor, Nina ainda pulsava de tesão. Arriscaram um beijo ali mesmo, esperando o elevador. Uma delícia. Estavam leves, felizes e sabiam agora que depois das sete, o banheiro do primeiro andar podia ser só deles.




15/01/2009

A calcinha

-Hummm... vai usar qual? Essa ai? Essa preta... sim, essa! Deixa eu ver!
Ela joga a calcinha. Estava enrolada na toalha, em pé entre a cômoda e a cama. Tinha acabado de sair do banho.
Ele, nu, deitado na cama. Pega a calcinha. E com um sorriso maroto a veste, num impulso de travessura. Veste e ri. E senta na cama, aguardando a atitude de sua parceira.
Dentro dela, um tesão instantâneo, crescente e inexplicável. E os olhos vidrados na minúscula calcinha preta.
Avançou para ele numa posição de devotamento. Passou a cara por seu membro, já ereto. Passava sua boca por cima da calcinha, mordiscava... passava também os olhos, as bochechas, massageando cada espaço de seu rosto... tirou-o duro, da calcinha, e enfiou todo na boca, gulosamente, o mais profundo que podia.
Ele soltou um gemido, com um sorriso no canto da boca.
- Sou seu. Faça o que quiser.
Ela o chupou o quanto podia. Lambia, mordia, descia e subia, e descia novamente tentando tocar com a língua as partes mais escondidas... sempre olhando em seus olhos e percebendo seu prazer. Ninguém o faria assim como ela.
- Vire de costas.
Ordenou e ele obedeceu.
- Sim, sou seu.
E ficou de quatro, mostrando o fio fino da calcinha, que dividia sua bunda; num ato de entrega total, sem medos, sem tabu, sem escrúpulos... comprovando a cumplicidade que lhes era peculiar, aumentando assim, ainda mais, o tesão dela.
- Hoje sou eu que vou te comer.
Passava a língua em sua bunda, em seu cú. Lambia e mordia. Não era necessário ali que ele a tocasse, ou a beijasse, ou fizesse qualquer ação com a intenção de lhe provocar prazer... sua excitação era cada vez mais visível. Passou os dedos em si mesma, molhando-os com seu tesão e, num ímpeto, enfiou os dedos nele.
- Tá gostoso tá?
Ele afirmou entre sussurros e gemidos. Seu corpo contorcia.
Enfiou-lhe mais um dedo.
- Vou te comer todinho.
Falou, impetuosa, retirando os dedos.
- Vou fazer com você, o que você faz comigo. Quero ver se você vai aguentar.
Levantou, e com ele ainda de quatro, esfregou a vulva em sua bunda; esfregava e puxava seus cabelos com toda força que podia.
- "Toma"!
E seguiu com movimentos de vai e vem... tentando desesperadamente penetrá-lo com seu minúsculo pênis... imitando o homem em seu ato de comer a mulher.
Esfregou-se até gozar.
Ele então retomou seu lugar de macho... e penetrou-lhe da forma mais doce e carinhosa...
Deitaram-se abraçados, suados, rindo e se amando ainda mais.