Como duas lobas distraídas...


Ela sempre dizia que tinha um vídeo pra me mostrar, que eu tinha que ver, mas com ela, só com ela. Não me contava como chegar a ele, não passava o link. Só com ela. Dias, meses e mil coisas acontecendo. Nada do vídeo. Sabia que era sobre sexo, só podia ser, pela cara que fazia quando falava dele, por tanto mistério com um simples videozinho, pela exclamação que tomava toda a sua face, dos olhos à boca, quando dizia: “você tem que ver que coisa louca...”

Então aconteceu de ir dormir na sua casa, quase acidentalmente. Fomos numa festa e depois de uma enxurrada de cervejas e cravinhos, pelas leis das entrelinhas, fui parar no seu colchão. Ficamos papeando sobre assuntos variados, fumando cigarro de bruxa, as duas de calcinha e camiseta, leves e gargalhantes, como lobas distraídas.  Aí, de uma palavra solta à esmo, quase desconectada, ela lembrou do vídeo. Lembra aquele vídeo que queria te mostrar? E meus olhos faiscaram de tanta curiosidade. 

- Quer ver hoje mesmo? Não me responsabilizo heim!

Safada. Adoro a sua cara de safada...

Ela levantou pra pegar o notebook. Arrebitou a bunda na minha cara, vagabunda, sabia que adorava quando ela fazia isso. 

O vídeo mostrava duas mulheres roçando. Mas não era só roçando. Uma cavalgava na buceta da outra, esfregando os pinguelos de um modo viceral, nunca tinha visto algo assim, naquela posição maravilhosa. Eu mesma já havia fodido com algumas mulheres e roçado pinguelo com pinguelo, mas não daquele jeito. O vídeo começava com uma chupando a buceta da outra, mas chupando de verdade, coisa de profissional, o que já me deixou excitadíssima... mas quando uma delas enroscou na outra, meio de ladinho e começou o vai e vem, com as bucetas coladinhas... quase enlouqueci, muda e ofegante.

Eu pulsava inteira, descompassadamente. Ouvi um gemido fininho. Olhei pra cara dela. Que cara descarada! Com a mão enfiada na calcinha, já prestes a gozar. 

- Sua puta, porque não me falou dessa porra antes? – sussurrei no seu ouvido, com seu peito em uma mão, seus cabelo preso à outra, minha calcinha no meio das pernas, sua boca na minha língua...

- ...Porque queria sua buceta do jeito que tá agora, gostosa, toda encharcada, pra fazer tudo igualzinho...

Num fôlego só

Fazia tanto tempo que eu já queria experimenta-la, abraçar diferente, mais apertado, pegar ela de surpresa quando estivéssemos em minha casa, batendo papo na cozinha, ela em pé só de calcinha e camiseta lavando os pratos na pia dos fundos, pegar ela de surpresa, colar seu corpo no meu, deixa-la ouriçada com beijinhos  de leve na nuca, mordiscadelas nas orelhas e minhas mãos percorrendo seu corpo aveludado, os braços longos, espinha reta... meus dedos sentindo arrepios infindáveis, pequenos gemidos profundos e úmidos, seu cheiro em minhas mãos, seu pinguelinho latejando, meu desejo embriagado, sua bunda em mim colada e eu roçando nela e tudo fluido, lâmpada acesa, campo minado, respira, respira, respira.... alucina-ação. Fazia tempo que eu queria devora-la, chupa-la inteira, arrancando versos de sua buceta, poemas inteiros. Fazia tempo que eu desejava perder-me em seu cheiro de fêmea excitada, roubando faíscas, invadindo suas bocas com línguas e dentes, seus olhos nos meus, paradas cardíacas, uma só pulsação. Então chegou o dia, na noite madrugada, sem raios, só lampejos, floresta escancarada, seu beijo, meus indícios, e seu gosto em minha boca na manhã que se inicia após o ato consumado.

Outonal

Ele sabia do que ela gostava: 

Que dos beijos quentes, na boca, no queixo, na nuca, sua língua lhe arrancasse uivos, chupando com carinho e intensidade sua buceta. 

Que depois do gozo, com seu corpo estremecido e rubro, penetrasse duro, lhe expandindo inteira. 

Ele sabia fazê-la gozar como nem um outro. Estudava cada movimento seu, deixando-a ensandecida com negativas provocantes, para depois ataca-la no instante inesperado, agarrando sua cintura com uma pegada de macho ávido, que a deixava sem saídas. Ele sabia como enlouquecê-la. Sabia de seus fetiches, de seus devaneios, do delírio com o perigo, o sexo no meio da rua, a calcinha colocada de lado, os seios ao vento, as pernas bambas. Uma Iansã visceral, outonal e perigosa. 

Ele sabia como desnudá-la em seu silêncio anarquista. Sabia que as poucas palavras indicavam o desejo da ação e que dependendo de onde estivessem, seus olhos indicavam os possíveis ninhos, gargalhando em brilho intenso quando compreendida. E ele topava as loucuras todas, inclusive aquela do confessionário, a igreja cheia, seus fiéis em missa, enquanto na caixinha de madeira seus pecados latejavam. 

Ele não era o par perfeito e por isso era tão bom. 
Porque mesmo adorando aquela fêmea, ele sabia do que ela gostava: 

De viver desamarrada, a rodopiar qual bailarina sobre novas tempestades. 

Um boquete vale mais que mil palavras...

Precisava dizer a ele milhões de coisas: o que sentia, desejava, os ciúmes que tinha, seus porquês todos, as armadilhas que criava pra si própria, tudo aquilo que engasgava e que não a deixava respirar. Mas o tempo caminhava lentamente e nas oportunidades que surgiam, a coragem ficava de lado e a amizade prevalecia. Mas naquele dia ela acordou disposta e dar um basta no assunto e mostrar a ele qual era de fato o seu interesse maior.

E foi assim que apareceu no escritório do rapaz: de casaco 7/8 e sem calcinha, salto alto e um perfume enlouquecedor. Precisava entregar-lhe um documento e o envelope compunha o visual, nas mãos um tanto trêmulas, ávidas pelo ataque. A secretária pediu que esperasse um pouco e depois da porta aberta aquele sorriso a esperava. Entrou calada, olhou profundo. “Nada de conversa demais nem divagações”, havia lhe recomendado uma amiga. Assim ela o fez. Andou até a mesa, depositou o documento. Deu meia volta, trancou a porta e ainda de costas, desabotoou o casaco, que deslizou até o chão sorrateiro, deixando-lhe à mostra, nua e de saltos, uma delicia de mulher pronta para devorá-lo por inteiro...

Ele estava mudo. E já ofegante mordeu de leve os lábios e sentiu o pau endurecer inteiro, enquanto observava o caminhar daquela deusa, que devagar se aproximou e olhando nos seus olhos desafivelou o cinto, desabotoou a calça e descarrilou os seus sentidos, com a chupada mais gostosa que alguém já havia lhe dado nesta vida.

Ele segurou o gozo enquanto pôde, mas aqueles lábios carnudos, aquela língua, o roçar de leve nos dentes, pequenas mordisquelas e aquela mulher ajoelhada em sua sala, no meio de uma manhã de terça-feira... Então foi a vez dele jogá-la no chão e chupar sua buceta, que latejava encharcada de prazer e conquista e gozando em sua boca lhe expressou mil palavras e depois desse dia nenhum pudor se restou pra calar.

O Jardim Secreto de Ana

Tinha aquele site, que ela abria quase todos os dias, no final do expediente, quando já sozinha na sala, podia se deixar derreter à vontade, sentindo-se latejar e incitando o próprio gozo. Naquele dia de calor intenso, as horas foram quase todas dedicadas ao prazer, se deixando levar pela imaginação interminável e pela vontade louca de ver todos fora dali, para que pudesse se masturbar loucamente e voltar pra casa relaxada e tranqüila. 

O dia intenso, cheio de atividades, fez com que todos levassem mais tempo pra cumprir suas demandas e já eram mais de sete da noite quando finalmente se viu sozinha em seu departamento. Mal saiu o último colega, já buscou o seu jardim secreto nos favoritos e de cara, havia um novo post, com uma diva peladinha, sendo penetrada por um negão delicioso. De quatro, com aquela bunda arrebitada e aquela cara de putinha. Não dava para resistir. Abaixo, mais fotos e vídeos de closes e poses e mulheres se comendo, bucetas e picas passeando pela tela e ela ali, insandecida, de saia levantada, quase caindo da cadeira, sentindo o gozo cada vez mais perto, o pinguelo latejando, os dedos já fracos, de tanto trabalhar... 

E foi então que já na segunda gozada, com a calcinha no joelho, o corpo mole de tanto prazer, eis que a porta se abre de repente e Ana não tinha pra onde fugir. Susto. Dois olhos de desejo. Respiração quase suspensa. 

Ela levantou devagar as mãos, se ajeitou na cadeira, não sabia o que fazer. Ele continuava parado, a porta nas mãos, o pau duro saltando das calças, a respiração ofegante. Nenhuma palavra. 

Ele fechou a porta devagar e andou em sua direção. Beijou-lhe a nuca de leve, enquanto Ana tirava de vez a calcinha. O beijo foi descendo pelos ombros, os olhos maravilhados e sem juízo, as mãos apertavam-lhe os seios, deslizava pela buceta encharcada, enquanto Ana contemplava o próprio gosto, com os dedos já na boca. A língua penetrou sua buceta e de forma ágil e sábia, arrancou-lhe mais um gozo, enquanto Ana, inconsciente, se jogou no chão de quatro e se viu deliciosamente penetrada, como a diva gostosa de seu jardim, não mais secreto.