Outonal

Ele sabia do que ela gostava: 

Que dos beijos quentes, na boca, no queixo, na nuca, sua língua lhe arrancasse uivos, chupando com carinho e intensidade sua buceta. 

Que depois do gozo, com seu corpo estremecido e rubro, penetrasse duro, lhe expandindo inteira. 

Ele sabia fazê-la gozar como nem um outro. Estudava cada movimento seu, deixando-a ensandecida com negativas provocantes, para depois ataca-la no instante inesperado, agarrando sua cintura com uma pegada de macho ávido, que a deixava sem saídas. Ele sabia como enlouquecê-la. Sabia de seus fetiches, de seus devaneios, do delírio com o perigo, o sexo no meio da rua, a calcinha colocada de lado, os seios ao vento, as pernas bambas. Uma Iansã visceral, outonal e perigosa. 

Ele sabia como desnudá-la em seu silêncio anarquista. Sabia que as poucas palavras indicavam o desejo da ação e que dependendo de onde estivessem, seus olhos indicavam os possíveis ninhos, gargalhando em brilho intenso quando compreendida. E ele topava as loucuras todas, inclusive aquela do confessionário, a igreja cheia, seus fiéis em missa, enquanto na caixinha de madeira seus pecados latejavam. 

Ele não era o par perfeito e por isso era tão bom. 
Porque mesmo adorando aquela fêmea, ele sabia do que ela gostava: 

De viver desamarrada, a rodopiar qual bailarina sobre novas tempestades. 

Um boquete vale mais que mil palavras...

Precisava dizer a ele milhões de coisas: o que sentia, desejava, os ciúmes que tinha, seus porquês todos, as armadilhas que criava pra si própria, tudo aquilo que engasgava e que não a deixava respirar. Mas o tempo caminhava lentamente e nas oportunidades que surgiam, a coragem ficava de lado e a amizade prevalecia. Mas naquele dia ela acordou disposta e dar um basta no assunto e mostrar a ele qual era de fato o seu interesse maior.

E foi assim que apareceu no escritório do rapaz: de casaco 7/8 e sem calcinha, salto alto e um perfume enlouquecedor. Precisava entregar-lhe um documento e o envelope compunha o visual, nas mãos um tanto trêmulas, ávidas pelo ataque. A secretária pediu que esperasse um pouco e depois da porta aberta aquele sorriso a esperava. Entrou calada, olhou profundo. “Nada de conversa demais nem divagações”, havia lhe recomendado uma amiga. Assim ela o fez. Andou até a mesa, depositou o documento. Deu meia volta, trancou a porta e ainda de costas, desabotoou o casaco, que deslizou até o chão sorrateiro, deixando-lhe à mostra, nua e de saltos, uma delicia de mulher pronta para devorá-lo por inteiro...

Ele estava mudo. E já ofegante mordeu de leve os lábios e sentiu o pau endurecer inteiro, enquanto observava o caminhar daquela deusa, que devagar se aproximou e olhando nos seus olhos desafivelou o cinto, desabotoou a calça e descarrilou os seus sentidos, com a chupada mais gostosa que alguém já havia lhe dado nesta vida.

Ele segurou o gozo enquanto pôde, mas aqueles lábios carnudos, aquela língua, o roçar de leve nos dentes, pequenas mordisquelas e aquela mulher ajoelhada em sua sala, no meio de uma manhã de terça-feira... Então foi a vez dele jogá-la no chão e chupar sua buceta, que latejava encharcada de prazer e conquista e gozando em sua boca lhe expressou mil palavras e depois desse dia nenhum pudor se restou pra calar.

O Jardim Secreto de Ana

Tinha aquele site, que ela abria quase todos os dias, no final do expediente, quando já sozinha na sala, podia se deixar derreter à vontade, sentindo-se latejar e incitando o próprio gozo. Naquele dia de calor intenso, as horas foram quase todas dedicadas ao prazer, se deixando levar pela imaginação interminável e pela vontade louca de ver todos fora dali, para que pudesse se masturbar loucamente e voltar pra casa relaxada e tranqüila. 

O dia intenso, cheio de atividades, fez com que todos levassem mais tempo pra cumprir suas demandas e já eram mais de sete da noite quando finalmente se viu sozinha em seu departamento. Mal saiu o último colega, já buscou o seu jardim secreto nos favoritos e de cara, havia um novo post, com uma diva peladinha, sendo penetrada por um negão delicioso. De quatro, com aquela bunda arrebitada e aquela cara de putinha. Não dava para resistir. Abaixo, mais fotos e vídeos de closes e poses e mulheres se comendo, bucetas e picas passeando pela tela e ela ali, insandecida, de saia levantada, quase caindo da cadeira, sentindo o gozo cada vez mais perto, o pinguelo latejando, os dedos já fracos, de tanto trabalhar... 

E foi então que já na segunda gozada, com a calcinha no joelho, o corpo mole de tanto prazer, eis que a porta se abre de repente e Ana não tinha pra onde fugir. Susto. Dois olhos de desejo. Respiração quase suspensa. 

Ela levantou devagar as mãos, se ajeitou na cadeira, não sabia o que fazer. Ele continuava parado, a porta nas mãos, o pau duro saltando das calças, a respiração ofegante. Nenhuma palavra. 

Ele fechou a porta devagar e andou em sua direção. Beijou-lhe a nuca de leve, enquanto Ana tirava de vez a calcinha. O beijo foi descendo pelos ombros, os olhos maravilhados e sem juízo, as mãos apertavam-lhe os seios, deslizava pela buceta encharcada, enquanto Ana contemplava o próprio gosto, com os dedos já na boca. A língua penetrou sua buceta e de forma ágil e sábia, arrancou-lhe mais um gozo, enquanto Ana, inconsciente, se jogou no chão de quatro e se viu deliciosamente penetrada, como a diva gostosa de seu jardim, não mais secreto.

pequenos delírios

- Adoro quando o pau fica deslizando na buceta meladinha, roçando o pinguelo, bem gostoso, até gozar...

- Assim?

- Isso...

...

- Você é uma pimenta.
- Eu? Só se for uma pimenta bem vermelha...
- É sim... E bem gostosa.
- hum...heim amor?Vamos botar pimenta?
- Onde filha?
- Na minha buceta, caralho!
- Na bucetinha?
- É...
...
- Heim amor? Seu pau entrando todo e ardendo gostoso...
- Será que arde muito?
- Não sei... Vamos fazer, vamos...
- Eu aqui longe e vc me dizendo essa coisas...
- Ah.. que vontade de te comer, amor..
- É... Eu também tô morrendo de saudade de fazer amor com vc...
- Eu adoro quando vc goza gritando...
- Eu também gosto de fazer vc gozar...
- Ai, eu queria gozar na sua boca agora...
- Amor...
- Oi...
- Você é uma pimenta...