depois do carnaval

Voltavam do carnaval, os três. Estavam super cansados, só pensando em tomar um banho e ir dormir. Ela não. Ela esperava, desde o inicio da noite, o momento em que voltariam para casa. Tão logo percebeu que dormiriam os três no mesmo lugar, não parava de pensar em outra coisa. Ia acontecer finalmente, o que tanto queria! E em sua mente arquitetava planos, toques, gemidos, e tudo mais que queria deixar acontecer. E com um largo e safado sorriso caminhou em direção a casa, ao lado dos dois rapazes, que nem imaginavam o que estava por vir.
Assim que entraram no apartamento, Leandro deitou-se num imenso puf vermelho, enquanto Tico corria numa disputa com si mesmo pelo chuveiro.
Ana sentou-se no chão, pensando na maneira em como tudo se iniciaria... primeiro pensou em entrar no banheiro e surpreender Tico, mas logo apagou essa idéia; quando Léo, largado no puf, perguntou:
- O que está passando nessa cabecinha, minha linda?
Percebeu que estava sorrindo e que ele a olhara sorrindo também, um sorriso convidativo, onde ela, em sua impulsividade de mulher-menina, jogou-se em cima dele, num beijo feroz, como que querendo saciar todo o desejo do mundo. Ele apenas deixou-se entregar ao beijo, apesar da estranheza, pois já desejava fazê-lo antes.
- que porra é essa, velho?
Assustaram-se com Tico, que saia do banheiro, de cueca, enxugando os cabelos. Parecia contrariado com o beijo. Parecia irritado com Léo por tê-la beijado. Porque também desejava fazer o mesmo.
Ana, deu-se apenas ao trabalho de levantar o corpo, continuando sentada em Léo.
- Vem cá.
- Vem cá o que? Vou deixar vocês ai.
- Não, venha cá. To mandando.
- Que é que você quer?
- Chegue mais vá.
Ana sussurrava sorrindo, denotando tesão em sua voz.
- Mais o que?
- Me beija.
- Anh?!?
- Vem.
Tico não resistiu. Ana fazia uma cara gostosa, que já vira antes. Uma cara de menina sapeca e safada, com os lábios entreabertos.
Beijou-o com a mesma ferocidade que beijara antes o outro, movimentando os quadris em cima de Léo, que já apalpava seus seios por baixo da blusa. Ninguém pensou nem falou nada. Seguiram apenas seus instintos, suas lascívias, numa vontade insaciável e incontrolável.
Ana era beijada e acariciada pelos rapazes, que se dispuseram apenas para satisfazê-la, e dar-lhe prazer por todos os espaços de seu corpo, que se contorcia querendo ser dois para os dois... e seguiam numa guerra de mãos, bocas, pernas e penetrações, numa disputa e adoração pelo corpo da fêmea, que se deliciava com lambidas, mordidas e chupadas, numa profusão de bocas.
Ana queria mais e mais, estava como um bicho, um bicho no cio... queria gozar por todos os poros, células, veias, artérias... Queria sentir os dois dentro de si ao mesmo tempo. E se deixou ser possuída pelos dois, prosseguindo assim, loucos, ébrios e lúbricos até seus corpos desfalecerem em êxtase.

4 comentários:

Edson Tavares disse...

Sublime entrega. Gostaria de ser o puf...

Alexandre Amaral disse...

Que porra de puf o que! Queria mesmo ser um dos rapazes...

Frida Cores disse...

é...

Frida Cores disse...

ah ta... eu confesso.. travei depois do beijo de tico.. não soube mais escrever.. e~embora esteja tudo na minha cabeça ainda não quero refazer... quem sabe escrevo outro depois dentro da mesma temática...